São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Indaiatuba - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Indaiatuba, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 212poços cadastrados
  • 168 mprofundidade média
  • 164 mprofundidade mediana
  • 26,2 mnível estático médio

Como são os poços em Indaiatuba - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 212 poços em Indaiatuba - SP. A profundidade média é de 168 m e a mediana, 164 m, medida em 196 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 3.097 dos 90.749 domicílios do município — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
212
Profundidade média
168 m
Profundidade mediana
164 m
Nível estático médio
26,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
12 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
255.748 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.097 (3,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 212 poços em Indaiatuba, com profundidade média de 168 m (mediana de 164 m, variando de 15 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Indaiatuba é 12 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Indaiatuba

Poços cadastrados em Indaiatuba - SP
Poços no cadastro nacional212 poços
Profundidade média168 m 196 poços com o dado
Profundidade mediana164 m
Faixa de profundidade15 m a 360 m
Nível estático médio26,2 m 52 poços com o dado
Nível dinâmico médio107,6 m 54 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 61 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 102 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 140 poços
Poços com teste de vazão212 de 212
Distribuição das profundidades em Indaiatuba 15 m mínimo 164 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 111 m e 224 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Indaiatuba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 4% 50-100 m 29 · 15% 100-150 m 52 · 27% 150-200 m 47 · 24% acima de 200 m 60 · 31%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Indaiatuba 5 1970 8 1980 38 1990 140 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Indaiatuba. Valores em poços. Abastecimento doméstico 102 · 58% Abastecimento industrial 39 · 22% Outros (lazer,etc.) 19 · 11% Sem uso 11 · 6% Abastecimento doméstico/animal 2 · 1% Pecuária 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 46 poços
  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 45 poços
  • Grupo Tubarão — 15 poços
  • Grupo Itararé — 15 poços
  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Tatuí — 1 poço

O território e o subsolo de Indaiatuba

Indaiatuba tem 255.748 habitantes distribuídos em 311,5 km², o que dá 820,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 3.097 dos 90.749 domicílios de Indaiatuba — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.944 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.694 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Indaiatuba, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Indaiatuba

Com base em 2.075 poços cadastrados num raio de 30 km de Indaiatuba - SP, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 269 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 10,1 m³/h), sobre 574 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Indaiatuba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.075 poços no raio, contra 212 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
73,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 574 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Indaiatuba: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta2.075 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Indaiatuba costumam descer

  • até 50 m 5%104
  • 50 a 100 m 16%309
  • 100 a 150 m 26%503
  • acima de 150 m 52%1.010

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 136 m 258105 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,0 m³/h 135 m 206164 com teste
Grupo Itararé 7,5 m³/h 190 m 151132 com teste
Corpo Cristalino 4,5 m³/h 123 m 5731 com teste
Complexo Amparo 2,5 m³/h 111 m 2823 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 102 m 2623 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 6,3 m³/h 116 m 161 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 5,2 m³/h 150 m 134 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m38 poços Complexo Varginha-Guaxupe 15 · Grupo Tubarão 9 · Corpo Cristalino 5
  • 50 a 100 m157 poços Grupo Tubarão 63 · Complexo Varginha-Guaxupe 40 · Corpo Cristalino 12
  • 100 a 150 m262 poços Grupo Tubarão 84 · Complexo Varginha-Guaxupe 80 · Grupo Itararé 38
  • acima de 150 m341 poços Grupo Tubarão 102 · Grupo Itararé 102 · Complexo Varginha-Guaxupe 71

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Indaiatuba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Indaiatuba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.