São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jardinópolis - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jardinópolis, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 39poços cadastrados
  • 140,5 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 50,9 mnível estático médio

Como são os poços em Jardinópolis - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 39 poços em Jardinópolis - SP. A profundidade média é de 140,5 m e a mediana, 140 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 50,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 667 dos 14.872 domicílios do município — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
39
Profundidade média
140,5 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
50,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
15,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
45.282 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
667 (4,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 39 poços em Jardinópolis, com profundidade média de 140,5 m (mediana de 140 m, variando de 4 m a 280 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jardinópolis é 15,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jardinópolis

Poços cadastrados em Jardinópolis - SP
Poços no cadastro nacional39 poços
Profundidade média140,5 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade4 m a 280 m
Nível estático médio50,9 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,9 m 20 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 78% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão39 de 39
Distribuição das profundidades em Jardinópolis 4 m mínimo 140 m mediana 280 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 204 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jardinópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 8% 50-100 m 7 · 19% 100-150 m 14 · 39% 150-200 m 3 · 8% acima de 200 m 9 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jardinópolis 2 1980 7 1990 17 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jardinópolis. Valores em poços. Abastecimento industrial 10 · 33% Abastecimento doméstico 10 · 33% Abastecimento urbano 4 · 13% Outros (lazer,etc.) 4 · 13% Pecuária 1 · 3% Irrigação 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 18 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Formação Botucatu — 16 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço
  • Grupo São Bento — 1 poço

O território e o subsolo de Jardinópolis

Jardinópolis tem 45.282 habitantes distribuídos em 501,9 km², o que dá 90,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 667 dos 14.872 domicílios de Jardinópolis — 4,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 634 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 379 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jardinópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jardinópolis

Com base em 946 poços cadastrados num raio de 30 km de Jardinópolis - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 290 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 15,9 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 69,4 m³/h), sobre 518 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 49 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jardinópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 946 poços no raio, contra 39 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
15,9 m³/hvazão mediana calculada
49 mnível estático mediano
33,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 518 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jardinópolis: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta946 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jardinópolis costumam descer

  • até 50 m 6%53
  • 50 a 100 m 18%165
  • 100 a 150 m 25%225
  • acima de 150 m 50%449

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 22,1 m³/h 180 m 426295 com teste
Formação Botucatu 18,5 m³/h 121 m 13996 com teste
Grupo Bauru 8,0 m³/h 145 m 2524 com teste
Aluviões 2,0 m³/h 70 m 1312 com teste
Grupo São Bento 23,3 m³/h 229 m 1010 com teste
Formação Piramboia 40,0 m³/h 175 m 43 com teste
Formação Itaqueri 1,0 m³/h 32 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação Serra Geral 6 · Aluviões 5 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m118 poços Formação Serra Geral 68 · Formação Botucatu 37 · Grupo Bauru 7
  • 100 a 150 m164 poços Formação Serra Geral 100 · Formação Botucatu 52 · Grupo Bauru 8
  • acima de 150 m324 poços Formação Serra Geral 252 · Formação Botucatu 48 · Grupo Bauru 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jardinópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jardinópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.