São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cachoeira Paulista - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cachoeira Paulista, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 22poços cadastrados
  • 139,8 mprofundidade média
  • 134 mprofundidade mediana
  • 19,3 mnível estático médio

Como são os poços em Cachoeira Paulista - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Cachoeira Paulista - SP. A profundidade média é de 139,8 m e a mediana, 134 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 439 dos 10.905 domicílios do município — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
139,8 m
Profundidade mediana
134 m
Nível estático médio
19,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
16,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
31.564 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
439 (4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Cachoeira Paulista, com profundidade média de 139,8 m (mediana de 134 m, variando de 56 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cachoeira Paulista é 16,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Cachoeira Paulista

Poços cadastrados em Cachoeira Paulista - SP
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média139,8 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana134 m
Faixa de profundidade56 m a 250 m
Nível estático médio19,3 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio59 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 71% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 56% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Cachoeira Paulista 56 m mínimo 134 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cachoeira Paulista por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 32% 100-150 m 6 · 32% 150-200 m 4 · 21% acima de 200 m 3 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cachoeira Paulista 1 1970 3 1990 9 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cachoeira Paulista. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 7 · 33% Abastecimento industrial 6 · 29% Abastecimento urbano 4 · 19% Abastecimento doméstico 4 · 19%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 5 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Complexo Embú — 1 poço
  • Formação Caçapava — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Cachoeira Paulista

Cachoeira Paulista tem 31.564 habitantes distribuídos em 288,0 km², o que dá 109,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruzeiro, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 439 dos 10.905 domicílios de Cachoeira Paulista — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 295 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 662 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cachoeira Paulista, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cachoeira Paulista

Com base em 233 poços cadastrados num raio de 30 km de Cachoeira Paulista - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 231 m, com profundidade mediana de 144 m. A vazão mediana calculada é de 15,4 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 36,4 m³/h), sobre 88 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cachoeira Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 233 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

144 mprofundidade mediana
15,4 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
8,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 88 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cachoeira Paulista: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta233 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 74peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cachoeira Paulista costumam descer

  • até 50 m 5%10
  • 50 a 100 m 21%44
  • 100 a 150 m 33%67
  • acima de 150 m 41%84

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 22,3 m³/h 150 m 7144 com teste
Corpo Cristalino 5,2 m³/h 112 m 1714 com teste
Formação Caçapava 9,1 m³/h 146 m 1614 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 39,9 m³/h 103 m 43 com teste
Complexo Embú 12,9 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Taubaté 3
  • 50 a 100 m26 poços Grupo Taubaté 11 · Corpo Cristalino 7 · Formação Caçapava 5
  • 100 a 150 m37 poços Grupo Taubaté 22 · Corpo Cristalino 7 · Formação Caçapava 3
  • acima de 150 m51 poços Grupo Taubaté 35 · Formação Caçapava 8 · Corpo Cristalino 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cachoeira Paulista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cachoeira Paulista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.