São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jambeiro - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jambeiro, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo embú
  • 20poços cadastrados
  • 168,3 mprofundidade média
  • 153 mprofundidade mediana
  • 13,1 mnível estático médio

Como são os poços em Jambeiro - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 20 poços em Jambeiro - SP. A profundidade média é de 168,3 m e a mediana, 153 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 385 dos 2.297 domicílios do município — 16,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
20
Profundidade média
168,3 m
Profundidade mediana
153 m
Nível estático médio
13,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Embú
Ante a média do estado
12,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.397 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
385 (16,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 20 poços em Jambeiro, com profundidade média de 168,3 m (mediana de 153 m, variando de 91,8 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jambeiro é 12,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jambeiro

Poços cadastrados em Jambeiro - SP
Poços no cadastro nacional20 poços
Profundidade média168,3 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana153 m
Faixa de profundidade91,8 m a 252 m
Nível estático médio13,1 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio93,5 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 83% dos registros
Rocha predominanteComplexo Embú 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão20 de 20
Distribuição das profundidades em Jambeiro 91,8 m mínimo 153 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 204 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jambeiro por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 5% 100-150 m 8 · 40% 150-200 m 6 · 30% acima de 200 m 5 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jambeiro 2 1970 3 1980 7 1990 5 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jambeiro. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 38% Abastecimento doméstico 4 · 25% Outros (lazer,etc.) 3 · 19% Abastecimento industrial 2 · 13% Sem uso 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 10 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Embú — 6 poços
  • Complexo Rio Capivari — 3 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Formação Caçapava — 1 poço

O território e o subsolo de Jambeiro

Jambeiro tem 6.397 habitantes distribuídos em 184,4 km², o que dá 34,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José dos Campos.

No Censo 2022, 385 dos 2.297 domicílios de Jambeiro — 16,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 286 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 654 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jambeiro

Com base em 719 poços cadastrados num raio de 30 km de Jambeiro - SP, 80% deles foram concluídos entre 77 m e 208 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 32,8 m³/h (metade dos poços entre 12,4 m³/h e 72,0 m³/h), sobre 275 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 37 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jambeiro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 719 poços no raio, contra 20 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
32,8 m³/hvazão mediana calculada
37 mnível estático mediano
25,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 275 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jambeiro: 77/100

77 de 100

Confiança: amostra alta719 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 90peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 21peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jambeiro costumam descer

  • até 50 m 5%33
  • 50 a 100 m 20%137
  • 100 a 150 m 30%213
  • acima de 150 m 45%316

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 32,1 m³/h 159 m 236200 com teste
Formação Caçapava 37,1 m³/h 104 m 2924 com teste
Formação Pindamonhangaba 72,3 m³/h 156 m 2424 com teste
Complexo Embú 10,6 m³/h 151 m 139 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 36,1 m³/h 146 m 43 com teste
Complexo Rio Capivari 7,2 m³/h 204 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Taubaté 3 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Caçapava 1
  • 50 a 100 m42 poços Grupo Taubaté 23 · Formação Caçapava 13 · Complexo Embú 3
  • 100 a 150 m90 poços Grupo Taubaté 75 · Formação Pindamonhangaba 6 · Formação Caçapava 3
  • acima de 150 m178 poços Grupo Taubaté 135 · Formação Pindamonhangaba 17 · Formação Caçapava 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jambeiro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jambeiro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.