São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campinas - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campinas, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 1.349poços cadastrados
  • 140,2 mprofundidade média
  • 138 mprofundidade mediana
  • 19,6 mnível estático médio

Como são os poços em Campinas - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 1.349 poços em Campinas - SP. A profundidade média é de 140,2 m e a mediana, 138 m, medida em 1.082 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 3.214 dos 429.543 domicílios do município — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
1.349
Profundidade média
140,2 m
Profundidade mediana
138 m
Nível estático médio
19,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
15,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
1.139.047 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.214 (0,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1.349 poços em Campinas, com profundidade média de 140,2 m (mediana de 138 m, variando de 2,7 m a 473 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 35% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campinas é 15,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Campinas

Poços cadastrados em Campinas - SP
Poços no cadastro nacional1.349 poços
Profundidade média140,2 m 1.082 poços com o dado
Profundidade mediana138 m
Faixa de profundidade2,7 m a 473 m
Nível estático médio19,6 m 520 poços com o dado
Nível dinâmico médio83,5 m 512 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 511 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 64% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 35% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 373 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 340 poços
Poços com teste de vazão1.349 de 1.349
Distribuição das profundidades em Campinas 2,7 m mínimo 138 m mediana 473 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 198 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campinas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 126 · 12% 50-100 m 207 · 19% 100-150 m 324 · 30% 150-200 m 208 · 19% acima de 200 m 217 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campinas 10 1950 13 1960 131 1970 127 1980 244 1990 340 2000 128 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campinas. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 373 · 35% Abastecimento doméstico 276 · 26% Abastecimento industrial 264 · 25% Sem uso 53 · 5% Irrigação 51 · 5% Abastecimento urbano 48 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 405 poços
  • Poroso — 228 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 266 poços
  • Grupo Tubarão — 225 poços
  • Grupo Itararé — 116 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 71 poços
  • Corpo Cristalino — 47 poços
  • Formação Serra Geral — 38 poços

O território e o subsolo de Campinas

Campinas tem 1.139.047 habitantes distribuídos em 794,6 km², o que dá 1.433,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 3.214 dos 429.543 domicílios de Campinas — 0,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.550 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.913 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Campinas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campinas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campinas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.