São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Igaratá - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Igaratá, São Paulo.
- aquífero fissural
- complexo embú
- 13poços cadastrados
- 213,5 mprofundidade média
- 220 mprofundidade mediana
- 61,3 mnível estático médio
Como são os poços em Igaratá - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Igaratá - SP. A profundidade média é de 213,5 m e a mediana, 220 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 61,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Embú. No Censo 2022, 869 dos 3.926 domicílios do município — 22,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 13
- Profundidade média
- 213,5 m
- Profundidade mediana
- 220 m
- Nível estático médio
- 61,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Embú
- Ante a média do estado
- 57,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 10.605 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 869 (22,1%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Igaratá, com profundidade média de 213,5 m (mediana de 220 m, variando de 90 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Embú, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Igaratá é 57,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Igaratá
| Poços no cadastro nacional | 13 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 213,5 m 13 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 220 m |
| Faixa de profundidade | 90 m a 300 m |
| Nível estático médio | 61,3 m 2 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 136,8 m 2 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0 m³/h por metro 2 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Embú 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 8 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 9 poços |
| Poços com teste de vazão | 13 de 13 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Embú — 2 poços
O território e o subsolo de Igaratá
Igaratá tem 10.605 habitantes distribuídos em 293,0 km², o que dá 36,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José dos Campos.
No Censo 2022, 869 dos 3.926 domicílios de Igaratá — 22,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 404 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.263 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Igaratá
Com base em 539 poços cadastrados num raio de 30 km de Igaratá - SP, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 210 m, com profundidade mediana de 134 m. A vazão mediana calculada é de 23,5 m³/h (metade dos poços entre 6,9 m³/h e 44,4 m³/h), sobre 168 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (72% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Igaratá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 539 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 168 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Igaratá: 75/100
Confiança: amostra alta539 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 74peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 82peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Igaratá costumam descer
- até 50 m 5%27
- 50 a 100 m 25%130
- 100 a 150 m 31%159
- acima de 150 m 39%201
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Taubaté | 31,0 m³/h | 151 m | 134104 com teste |
| Complexo Embú | 3,8 m³/h | 205 m | 1410 com teste |
| Corpo Cristalino | 4,2 m³/h | 132 m | 119 com teste |
| Formação Caçapava | 8,3 m³/h | 90 m | 119 com teste |
| Formação São Paulo | 11,1 m³/h | 165 m | 108 com teste |
| Complexo Metamórfico-Migmatítico | 12,9 m³/h | 100 m | 43 com teste |
| Formação Pindamonhangaba | 39,9 m³/h | 160 m | 44 com teste |
| Terciário-Quaternário | 2,0 m³/h | 120 m | 32 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Grupo Taubaté 2 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Caçapava 1
- 50 a 100 m39 poços Grupo Taubaté 20 · Formação Caçapava 8 · Corpo Cristalino 4
- 100 a 150 m65 poços Grupo Taubaté 45 · Corpo Cristalino 3 · Complexo Embú 2
- acima de 150 m95 poços Grupo Taubaté 67 · Complexo Embú 11 · Formação São Paulo 6
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Igaratá?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Igaratá.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de São Paulo com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.