São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ilha Solteira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ilha Solteira, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 91poços cadastrados
  • 78,5 mprofundidade média
  • 61 mprofundidade mediana
  • 19 mnível estático médio

Como são os poços em Ilha Solteira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 91 poços em Ilha Solteira - SP. A profundidade média é de 78,5 m e a mediana, 61 m, medida em 73 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 499 dos 9.704 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
91
Profundidade média
78,5 m
Profundidade mediana
61 m
Nível estático médio
19 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
77,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
25.549 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
499 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 91 poços em Ilha Solteira, com profundidade média de 78,5 m (mediana de 61 m, variando de 21,4 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ilha Solteira é 77,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Ilha Solteira

Poços cadastrados em Ilha Solteira - SP
Poços no cadastro nacional91 poços
Profundidade média78,5 m 73 poços com o dado
Profundidade mediana61 m
Faixa de profundidade21,4 m a 360 m
Nível estático médio19 m 49 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,8 m 46 poços com o dado
Vazão específica média20,7 m³/h por metro 43 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 57 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 20 poços
Poços com teste de vazão91 de 91
Distribuição das profundidades em Ilha Solteira 21,4 m mínimo 61 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 57,1 m e 84 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ilha Solteira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 15% 50-100 m 51 · 70% 100-150 m 7 · 10% 150-200 m 3 · 4% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ilha Solteira 1 1950 5 1960 1 1970 4 1990 15 2000 20 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ilha Solteira. Valores em poços. Abastecimento urbano 57 · 76% Abastecimento doméstico 11 · 15% Outros (lazer,etc.) 4 · 5% Abastecimento industrial 2 · 3% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 49 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 49 poços
  • Formação Santo Anastácio — 11 poços
  • Grupo Bauru — 7 poços

O território e o subsolo de Ilha Solteira

Ilha Solteira tem 25.549 habitantes distribuídos em 652,6 km², o que dá 39,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Andradina, na região intermediária de Araçatuba.

No Censo 2022, 499 dos 9.704 domicílios de Ilha Solteira — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 273 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 507 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ilha Solteira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ilha Solteira

Com base em 139 poços cadastrados num raio de 30 km de Ilha Solteira - SP, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 160 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 31,4 m³/h (metade dos poços entre 9,0 m³/h e 56,5 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ilha Solteira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 139 poços no raio, contra 91 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
31,4 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
4,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ilha Solteira: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta139 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ilha Solteira costumam descer

  • até 50 m 13%16
  • 50 a 100 m 61%72
  • 100 a 150 m 14%17
  • acima de 150 m 12%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 52,9 m³/h 60 m 4631 com teste
Grupo Bauru 9,0 m³/h 90 m 3113 com teste
Formação Santo Anastácio 7,5 m³/h 84 m 1210 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação Serra Geral 10 · Grupo Bauru 5 · Grupo Caiuá 1
  • 50 a 100 m55 poços Formação Serra Geral 30 · Grupo Bauru 14 · Formação Santo Anastácio 10
  • 100 a 150 m13 poços Grupo Bauru 7 · Formação Serra Geral 2 · Formação Santo Anastácio 2
  • acima de 150 m10 poços Grupo Bauru 5 · Formação Serra Geral 4 · Grupo Tubarão 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ilha Solteira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ilha Solteira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.