São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Boituva - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Boituva, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 83poços cadastrados
  • 232,6 mprofundidade média
  • 234 mprofundidade mediana
  • 74,9 mnível estático médio

Como são os poços em Boituva - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 83 poços em Boituva - SP. A profundidade média é de 232,6 m e a mediana, 234 m, medida em 83 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 74,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 1.795 dos 21.719 domicílios do município — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
83
Profundidade média
232,6 m
Profundidade mediana
234 m
Nível estático médio
74,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
76,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
61.081 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.795 (8,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 83 poços em Boituva, com profundidade média de 232,6 m (mediana de 234 m, variando de 1,2 m a 765 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 74% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Boituva é 76,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Boituva

Poços cadastrados em Boituva - SP
Poços no cadastro nacional83 poços
Profundidade média232,6 m 83 poços com o dado
Profundidade mediana234 m
Faixa de profundidade1,2 m a 765 m
Nível estático médio74,9 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio165,8 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 74% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 38 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 70 poços
Poços com teste de vazão83 de 83
Distribuição das profundidades em Boituva 1,2 m mínimo 234 m mediana 765 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 288 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Boituva por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 2% 50-100 m 6 · 7% 100-150 m 15 · 18% 150-200 m 12 · 14% acima de 200 m 48 · 58%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Boituva 4 1960 1 1970 1 1980 5 1990 70 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Boituva. Valores em poços. Abastecimento industrial 38 · 48% Abastecimento doméstico 23 · 29% Outros (lazer,etc.) 12 · 15% Irrigação 4 · 5% Doméstico/irrigação/animal 2 · 3% Abastecimento urbano 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 23 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Tubarão — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Boituva

Boituva tem 61.081 habitantes distribuídos em 249,0 km², o que dá 245,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 1.795 dos 21.719 domicílios de Boituva — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.075 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.681 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Boituva

Com base em 731 poços cadastrados num raio de 30 km de Boituva - SP, 80% deles foram concluídos entre 94 m e 300 m, com profundidade mediana de 180 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 20,5 m³/h), sobre 248 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Boituva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 731 poços no raio, contra 83 poços dentro do município.

180 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
25,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 248 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Boituva: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta731 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Boituva costumam descer

  • até 50 m 3%20
  • 50 a 100 m 14%96
  • 100 a 150 m 26%182
  • acima de 150 m 58%413

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 12,0 m³/h 170 m 199101 com teste
Grupo Itararé 9,0 m³/h 172 m 10378 com teste
Quaternário 8,4 m³/h 104 m 1211 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,0 m³/h 180 m 96 com teste
Corpo Cristalino 8,4 m³/h 121 m 76 com teste
Formação Irati 8,8 m³/h 206 m 76 com teste
Formação Serra Geral 11,1 m³/h 127 m 55 com teste
Terciário-Quaternário 10,3 m³/h 200 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Teresina 1 · Grupo Tubarão 1 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m54 poços Grupo Tubarão 29 · Grupo Itararé 14 · Quaternário 4
  • 100 a 150 m101 poços Grupo Tubarão 59 · Grupo Itararé 27 · Quaternário 6
  • acima de 150 m196 poços Grupo Tubarão 110 · Grupo Itararé 61 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Boituva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Boituva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.