São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Aguaí - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Aguaí, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 31poços cadastrados
  • 126,2 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 33,8 mnível estático médio

Como são os poços em Aguaí - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Aguaí - SP. A profundidade média é de 126,2 m e a mediana, 104 m, medida em 31 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 669 dos 11.480 domicílios do município — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
126,2 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
33,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
29,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
32.072 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
669 (5,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Aguaí, com profundidade média de 126,2 m (mediana de 104 m, variando de 49 m a 312 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Aguaí é 29,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Aguaí

Poços cadastrados em Aguaí - SP
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média126,2 m 31 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade49 m a 312 m
Nível estático médio33,8 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio84,7 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 53% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Aguaí 49 m mínimo 104 m mediana 312 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Aguaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 10% 50-100 m 11 · 35% 100-150 m 8 · 26% 150-200 m 4 · 13% acima de 200 m 5 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Aguaí 2 1970 1 1980 1 1990 21 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Aguaí. Valores em poços. Abastecimento urbano 14 · 45% Abastecimento industrial 7 · 23% Abastecimento doméstico 6 · 19% Sem uso 2 · 6% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Grupo Tubarão — 6 poços
  • Formação Aquidauana — 3 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Aguaí

Aguaí tem 32.072 habitantes distribuídos em 474,6 km², o que dá 67,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João da Boa Vista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 669 dos 11.480 domicílios de Aguaí — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 444 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 676 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Aguaí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Aguaí

Com base em 216 poços cadastrados num raio de 30 km de Aguaí - SP, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 252 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 121 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (55% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Aguaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 216 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
7,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 121 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Aguaí: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta216 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Aguaí costumam descer

  • até 50 m 9%19
  • 50 a 100 m 22%48
  • 100 a 150 m 26%55
  • acima de 150 m 43%93

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 4,6 m³/h 162 m 4331 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 10,1 m³/h 120 m 2419 com teste
Formação Aquidauana 7,0 m³/h 150 m 2222 com teste
Grupo Itararé 6,4 m³/h 185 m 1818 com teste
Corpo Cristalino 5,0 m³/h 206 m 147 com teste
Formação Serra Geral 3,5 m³/h 113 m 99 com teste
Grupo Bauru 27,0 m³/h 114 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Grupo Itararé 3 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1
  • 50 a 100 m29 poços Grupo Tubarão 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 8 · Formação Aquidauana 5
  • 100 a 150 m38 poços Grupo Tubarão 8 · Formação Aquidauana 8 · Complexo Varginha-Guaxupe 8
  • acima de 150 m67 poços Grupo Tubarão 26 · Grupo Itararé 11 · Formação Aquidauana 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Aguaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Aguaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.