São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Adamantina - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Adamantina, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 72poços cadastrados
  • 186,9 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 42,1 mnível estático médio

Como são os poços em Adamantina - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 72 poços em Adamantina - SP. A profundidade média é de 186,9 m e a mediana, 160 m, medida em 59 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 396 dos 13.583 domicílios do município — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
72
Profundidade média
186,9 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
42,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
30,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
34.687 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
396 (2,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 72 poços em Adamantina, com profundidade média de 186,9 m (mediana de 160 m, variando de 29 m a 301 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Adamantina é 30,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Adamantina

Poços cadastrados em Adamantina - SP
Poços no cadastro nacional72 poços
Profundidade média186,9 m 59 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade29 m a 301 m
Nível estático médio42,1 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio98,9 m 33 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 73% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão72 de 72
Distribuição das profundidades em Adamantina 29 m mínimo 160 m mediana 301 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 246 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Adamantina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 4 · 7% 100-150 m 13 · 22% 150-200 m 13 · 22% acima de 200 m 27 · 46%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Adamantina 3 1940 7 1950 6 1960 2 1970 14 1980 1 1990 17 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Adamantina. Valores em poços. Abastecimento urbano 19 · 33% Sem uso 14 · 25% Abastecimento industrial 10 · 18% Abastecimento doméstico 8 · 14% Pecuária 4 · 7% Outros (lazer,etc.) 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 37 poços
  • Fissural — 14 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 38 poços
  • Formação Serra Geral — 16 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Presidente Prudente — 1 poço

O território e o subsolo de Adamantina

Adamantina tem 34.687 habitantes distribuídos em 412,0 km², o que dá 84,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Adamantina - Lucélia, na região intermediária de Presidente Prudente.

No Censo 2022, 396 dos 13.583 domicílios de Adamantina — 2,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 351 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 389 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Adamantina, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Adamantina

Com base em 319 poços cadastrados num raio de 30 km de Adamantina - SP, 80% deles foram concluídos entre 97 m e 233 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 13,1 m³/h (metade dos poços entre 8,0 m³/h e 20,6 m³/h), sobre 134 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Adamantina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 319 poços no raio, contra 72 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
13,1 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
11,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 134 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Adamantina: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta319 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 58peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Adamantina costumam descer

  • até 50 m 1%3
  • 50 a 100 m 15%42
  • 100 a 150 m 36%101
  • acima de 150 m 47%131

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 13,6 m³/h 150 m 178114 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 9,7 m³/h 120 m 1414 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m26 poços Grupo Bauru 23 · Formação Vale do Rio do Peixe 2 · Formação Presidente Prudente 1
  • 100 a 150 m73 poços Grupo Bauru 67 · Formação Vale do Rio do Peixe 6
  • acima de 150 m95 poços Grupo Bauru 88 · Formação Vale do Rio do Peixe 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Adamantina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Adamantina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.