São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itapira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itapira, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo amparo
  • 78poços cadastrados
  • 126 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 16,8 mnível estático médio

Como são os poços em Itapira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 78 poços em Itapira - SP. A profundidade média é de 126 m e a mediana, 110 m, medida em 78 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Amparo. No Censo 2022, 1.477 dos 26.200 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
78
Profundidade média
126 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
16,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Amparo
Ante a média do estado
30 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
72.022 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.477 (5,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 78 poços em Itapira, com profundidade média de 126 m (mediana de 110 m, variando de 35 m a 290 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Amparo, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itapira é 30 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Itapira

Poços cadastrados em Itapira - SP
Poços no cadastro nacional78 poços
Profundidade média126 m 78 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade35 m a 290 m
Nível estático médio16,8 m 42 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,7 m 41 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteComplexo Amparo 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 26 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 34 poços
Poços com teste de vazão78 de 78
Distribuição das profundidades em Itapira 35 m mínimo 110 m mediana 290 m máximo
Metade dos poços fica entre 87 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itapira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 4% 50-100 m 29 · 37% 100-150 m 25 · 32% 150-200 m 13 · 17% acima de 200 m 8 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itapira 1 1950 2 1960 15 1970 1 1980 8 1990 34 2000 17 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itapira. Valores em poços. Abastecimento industrial 26 · 36% Abastecimento doméstico 20 · 27% Abastecimento urbano 14 · 19% Outros (lazer,etc.) 7 · 10% Abastecimento múltiplo 3 · 4% Irrigação 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 41 poços
  • Poroso — 2 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Amparo — 20 poços
  • Corpo Cristalino — 17 poços
  • Grupo Itararé — 4 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço

O território e o subsolo de Itapira

Itapira tem 72.022 habitantes distribuídos em 518,4 km², o que dá 138,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Mogi Guaçu, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 1.477 dos 26.200 domicílios de Itapira — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.253 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.534 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itapira, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itapira

Com base em 735 poços cadastrados num raio de 30 km de Itapira - SP, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 240 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 5,8 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 319 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itapira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 735 poços no raio, contra 78 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
5,8 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
26,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 319 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itapira: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta735 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 67peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itapira costumam descer

  • até 50 m 13%90
  • 50 a 100 m 30%208
  • 100 a 150 m 25%173
  • acima de 150 m 33%231

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 6,0 m³/h 100 m 8343 com teste
Grupo Tubarão 5,2 m³/h 148 m 7642 com teste
Grupo Itararé 5,0 m³/h 150 m 6966 com teste
Complexo Amparo 8,0 m³/h 102 m 5748 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,4 m³/h 103 m 3920 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 4,7 m³/h 80 m 2113 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 7,5 m³/h 120 m 1310 com teste
Formação Aquidauana 6,0 m³/h 152 m 99 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m34 poços Corpo Cristalino 14 · Complexo Granito-Gnáissico 6 · Complexo Amparo 5
  • 50 a 100 m135 poços Corpo Cristalino 32 · Complexo Amparo 23 · Grupo Tubarão 21
  • 100 a 150 m102 poços Grupo Tubarão 19 · Corpo Cristalino 17 · Grupo Itararé 16
  • acima de 150 m149 poços Grupo Tubarão 36 · Grupo Itararé 34 · Corpo Cristalino 20

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itapira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itapira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.