São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Águas da Prata - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Águas da Prata, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 10poços cadastrados
  • 109,5 mprofundidade média
  • 106 mprofundidade mediana
  • 21,1 mnível estático médio

Como são os poços em Águas da Prata - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Águas da Prata - SP. A profundidade média é de 109,5 m e a mediana, 106 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 65 dos 2.830 domicílios do município — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
109,5 m
Profundidade mediana
106 m
Nível estático médio
21,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
46,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
7.369 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
65 (2,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Águas da Prata, com profundidade média de 109,5 m (mediana de 106 m, variando de 45 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Águas da Prata é 46,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Águas da Prata

Poços cadastrados em Águas da Prata - SP
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média109,5 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana106 m
Faixa de profundidade45 m a 200 m
Nível estático médio21,1 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,6 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Águas da Prata 45 m mínimo 106 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 74 m e 126 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Águas da Prata por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 10% 50-100 m 4 · 40% 100-150 m 3 · 30% 150-200 m 2 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Águas da Prata 1 1970 3 1980 5 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Águas da Prata. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 90% Outros (lazer,etc.) 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 5 poços
  • Complexo Alcalino Poços de Caldas — 3 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Formação Aquidauana — 1 poço

O território e o subsolo de Águas da Prata

Águas da Prata tem 7.369 habitantes distribuídos em 142,7 km², o que dá 51,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João da Boa Vista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 65 dos 2.830 domicílios de Águas da Prata — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 50 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 258 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Águas da Prata, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Águas da Prata

Com base em 115 poços cadastrados num raio de 30 km de Águas da Prata - SP, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 250 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 2,4 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 56 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Águas da Prata se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 115 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
4,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 56 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Águas da Prata: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra alta115 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 32peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Águas da Prata costumam descer

  • até 50 m 8%9
  • 50 a 100 m 29%33
  • 100 a 150 m 30%34
  • acima de 150 m 33%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 7,0 m³/h 120 m 2318 com teste
Corpo Cristalino 5,0 m³/h 192 m 117 com teste
Formação Serra Geral 3,5 m³/h 113 m 77 com teste
Formação Aquidauana 15,0 m³/h 94 m 55 com teste
Grupo Tubarão 4,9 m³/h 86 m 41 com teste
Grupo Bauru 27,0 m³/h 96 m 43 com teste
Complexo Alcalino Poços de Caldas 30,0 m³/h 116 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Grupo Bauru 1
  • 50 a 100 m19 poços Complexo Varginha-Guaxupe 8 · Formação Aquidauana 3 · Grupo Tubarão 2
  • 100 a 150 m20 poços Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Corpo Cristalino 4 · Formação Serra Geral 3
  • acima de 150 m20 poços Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Corpo Cristalino 6 · Formação Serra Geral 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Águas da Prata?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Águas da Prata.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.