São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Morungaba - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Morungaba, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 28poços cadastrados
  • 126,2 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 18,3 mnível estático médio

Como são os poços em Morungaba - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Morungaba - SP. A profundidade média é de 126,2 m e a mediana, 150 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 599 dos 4.779 domicílios do município — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
126,2 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
18,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
29,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
13.720 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
599 (12,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Morungaba, com profundidade média de 126,2 m (mediana de 150 m, variando de 7 m a 262 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Morungaba é 29,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Morungaba

Poços cadastrados em Morungaba - SP
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média126,2 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade7 m a 262 m
Nível estático médio18,3 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio88,7 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Morungaba 7 m mínimo 150 m mediana 262 m máximo
Metade dos poços fica entre 46 m e 187 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Morungaba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 29% 50-100 m 1 · 6% 100-150 m 6 · 35% 150-200 m 2 · 12% acima de 200 m 3 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Morungaba 1 1970 1 1980 11 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Morungaba. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 35% Abastecimento doméstico 8 · 31% Outros (lazer,etc.) 7 · 27% Sem uso 1 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 2 poços

O território e o subsolo de Morungaba

Morungaba tem 13.720 habitantes distribuídos em 146,8 km², o que dá 93,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jundiaí, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 599 dos 4.779 domicílios de Morungaba — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 463 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 573 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Morungaba

Com base em 1.582 poços cadastrados num raio de 30 km de Morungaba - SP, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 240 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 8,6 m³/h), sobre 420 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Morungaba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.582 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
56,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 420 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Morungaba: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta1.582 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Morungaba costumam descer

  • até 50 m 26%350
  • 50 a 100 m 19%263
  • 100 a 150 m 21%288
  • acima de 150 m 34%456

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 3,2 m³/h 140 m 183131 com teste
Corpo Cristalino 4,8 m³/h 100 m 14089 com teste
Complexo Amparo 5,6 m³/h 108 m 6959 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,3 m³/h 81 m 6039 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,6 m³/h 96 m 2812 com teste
Grupo Tubarão 8,6 m³/h 132 m 2511 com teste
Terciário-Quaternário 5,0 m³/h 180 m 169 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,8 m³/h 83 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m91 poços Corpo Cristalino 33 · Complexo Varginha-Guaxupe 21 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 13
  • 50 a 100 m138 poços Corpo Cristalino 39 · Complexo Varginha-Guaxupe 33 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 26
  • 100 a 150 m145 poços Complexo Varginha-Guaxupe 62 · Complexo Amparo 23 · Corpo Cristalino 20
  • acima de 150 m167 poços Complexo Varginha-Guaxupe 67 · Corpo Cristalino 48 · Complexo Amparo 18

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Morungaba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Morungaba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.