Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itá - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itá, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 70poços cadastrados
  • 158,3 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 17,3 mnível estático médio

Como são os poços em Itá - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 70 poços em Itá - SC. A profundidade média é de 158,3 m e a mediana, 108 m, medida em 69 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 386 dos 2.693 domicílios do município — 14,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
70
Profundidade média
158,3 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
17,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
36 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
7.067 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
386 (14,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 70 poços em Itá, com profundidade média de 158,3 m (mediana de 108 m, variando de 40 m a 924 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itá é 36 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Itá

Poços cadastrados em Itá - SC
Poços no cadastro nacional70 poços
Profundidade média158,3 m 69 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade40 m a 924 m
Nível estático médio17,3 m 49 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,2 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 94% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 30 poços
Poços com teste de vazão70 de 70
Distribuição das profundidades em Itá 40 m mínimo 108 m mediana 924 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 24 · 35% 100-150 m 29 · 42% 150-200 m 8 · 12% acima de 200 m 6 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itá 8 1980 23 1990 30 2000 4 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itá. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 15 · 33% Abastecimento doméstico 9 · 20% Abastecimento múltiplo 6 · 13% Pecuária 6 · 13% Abastecimento urbano 5 · 11% Abastecimento industrial 5 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 58 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 61 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço

O território e o subsolo de Itá

Itá tem 7.067 habitantes distribuídos em 166,3 km², o que dá 42,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Concórdia, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 386 dos 2.693 domicílios de Itá — 14,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 339 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 448 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itá

Com base em 867 poços cadastrados num raio de 30 km de Itá - SC, 80% deles foram concluídos entre 65 m e 157 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 11,0 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 19,7 m³/h), sobre 210 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 867 poços no raio, contra 70 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
11,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
30,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 210 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itá: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta867 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 81peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itá costumam descer

  • até 50 m 4%32
  • 50 a 100 m 45%381
  • 100 a 150 m 39%334
  • acima de 150 m 13%109

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Formação Serra Geral 32
  • 50 a 100 m326 poços Formação Serra Geral 326
  • 100 a 150 m313 poços Formação Serra Geral 313
  • acima de 150 m100 poços Formação Serra Geral 100

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.