Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cocal do Sul - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cocal do Sul, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 14poços cadastrados
  • 160,3 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 18,7 mnível estático médio

Como são os poços em Cocal do Sul - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Cocal do Sul - SC. A profundidade média é de 160,3 m e a mediana, 130 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 224 dos 6.230 domicílios do município — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
160,3 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
18,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
38 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
17.240 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
224 (3,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Cocal do Sul, com profundidade média de 160,3 m (mediana de 130 m, variando de 50 m a 253,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cocal do Sul é 38 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Cocal do Sul

Poços cadastrados em Cocal do Sul - SC
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média160,3 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade50 m a 253,5 m
Nível estático médio18,7 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,6 m 12 poços com o dado
Vazão específica média7,8 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 6 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Cocal do Sul 50 m mínimo 130 m mediana 253,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 77 m e 246,6 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cocal do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 15% 50-100 m 3 · 23% 100-150 m 2 · 15% acima de 200 m 6 · 46%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cocal do Sul 6 1970 4 1980 1 1990 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cocal do Sul. Valores em poços. Abastecimento industrial 7 · 78% Sem uso 1 · 11% Abastecimento urbano 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 8 poços
  • Formação Rio do Sul — 3 poços
  • Formação Irati — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Cocal do Sul

Cocal do Sul tem 17.240 habitantes distribuídos em 71,0 km², o que dá 242,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Criciúma.

No Censo 2022, 224 dos 6.230 domicílios de Cocal do Sul — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 77 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 91 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cocal do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cocal do Sul

Com base em 333 poços cadastrados num raio de 30 km de Cocal do Sul - SC, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 184 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 15,4 m³/h), sobre 125 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (79% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cocal do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 333 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
11,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 125 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cocal do Sul: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta333 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cocal do Sul costumam descer

  • até 50 m 21%68
  • 50 a 100 m 24%78
  • 100 a 150 m 37%120
  • acima de 150 m 18%58

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 10,3 m³/h 109 m 15952 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 9,6 m³/h 144 m 3216 com teste
Formação Palermo 10,2 m³/h 80 m 157 com teste
Formação Irati 7,0 m³/h 77 m 97 com teste
Formação Rio do Sul 4,0 m³/h 84 m 72 com teste
Formação Serra Geral 2,7 m³/h 150 m 61 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 12,3 m³/h 78 m 51 com teste
Grupo Itararé 5,5 m³/h 55 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m53 poços Formação Rio Bonito 38 · Formação Palermo 4 · Formação Irati 3
  • 50 a 100 m62 poços Formação Rio Bonito 36 · Formação Irati 5 · Formação Palermo 5
  • 100 a 150 m84 poços Formação Rio Bonito 65 · Complexo Granito-Gnáissico 11 · Formação Palermo 4
  • acima de 150 m42 poços Formação Rio Bonito 19 · Complexo Granito-Gnáissico 15 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cocal do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cocal do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.