Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Lourenço do Oeste - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Lourenço do Oeste, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 71poços cadastrados
  • 157,6 mprofundidade média
  • 124 mprofundidade mediana
  • 36,3 mnível estático médio

Como são os poços em São Lourenço do Oeste - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 71 poços em São Lourenço do Oeste - SC. A profundidade média é de 157,6 m e a mediana, 124 m, medida em 69 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 36,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 995 dos 8.991 domicílios do município — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
71
Profundidade média
157,6 m
Profundidade mediana
124 m
Nível estático médio
36,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
35,3 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
24.791 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
995 (11,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 71 poços em São Lourenço do Oeste, com profundidade média de 157,6 m (mediana de 124 m, variando de 57 m a 1.560 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Lourenço do Oeste é 35,3 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em São Lourenço do Oeste

Poços cadastrados em São Lourenço do Oeste - SC
Poços no cadastro nacional71 poços
Profundidade média157,6 m 69 poços com o dado
Profundidade mediana124 m
Faixa de profundidade57 m a 1.560 m
Nível estático médio36,3 m 51 poços com o dado
Nível dinâmico médio93,2 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 27 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão71 de 71
Distribuição das profundidades em São Lourenço do Oeste 57 m mínimo 124 m mediana 1.560 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Lourenço do Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 24 · 35% 100-150 m 22 · 32% 150-200 m 15 · 22% acima de 200 m 8 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Lourenço do Oeste 2 1970 6 1980 21 1990 31 2000 6 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Lourenço do Oeste. Valores em poços. Abastecimento industrial 18 · 42% Abastecimento urbano 7 · 16% Outros (lazer,etc.) 5 · 12% Abastecimento múltiplo 5 · 12% Abastecimento doméstico 4 · 9% Pecuária 4 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 60 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 63 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços

O território e o subsolo de São Lourenço do Oeste

São Lourenço do Oeste tem 24.791 habitantes distribuídos em 356,2 km², o que dá 69,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Lourenço do Oeste, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 995 dos 8.991 domicílios de São Lourenço do Oeste — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 578 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.443 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Lourenço do Oeste

Com base em 360 poços cadastrados num raio de 30 km de São Lourenço do Oeste - SC, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 226 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 11,0 m³/h), sobre 108 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Lourenço do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 360 poços no raio, contra 71 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
12,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 108 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Lourenço do Oeste: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta360 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Lourenço do Oeste costumam descer

  • até 50 m 2%6
  • 50 a 100 m 32%98
  • 100 a 150 m 36%111
  • acima de 150 m 30%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 7,2 m³/h 120 m 25076 com teste
Grupo Itararé sem teste 97 m 6

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m70 poços Formação Serra Geral 68 · Grupo Itararé 2
  • 100 a 150 m102 poços Formação Serra Geral 101 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m68 poços Formação Serra Geral 68

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Lourenço do Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Lourenço do Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.