Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itajaí - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itajaí, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 52poços cadastrados
  • 125,9 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 7,7 mnível estático médio

Como são os poços em Itajaí - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Itajaí - SC. A profundidade média é de 125,9 m e a mediana, 120 m, medida em 52 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 2.395 dos 94.053 domicílios do município — 2,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
125,9 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
7,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
3,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
264.054 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.395 (2,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Itajaí, com profundidade média de 125,9 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 332 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 87% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itajaí é 3,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Itajaí

Poços cadastrados em Itajaí - SC
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média125,9 m 52 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade40 m a 332 m
Nível estático médio7,7 m 47 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,1 m 42 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 42 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 87% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 35 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Itajaí 40 m mínimo 120 m mediana 332 m máximo
Metade dos poços fica entre 98 m e 156 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itajaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 6% 50-100 m 17 · 33% 100-150 m 17 · 33% 150-200 m 12 · 23% acima de 200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itajaí 1 1980 12 1990 35 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itajaí. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 12 · 32% Abastecimento doméstico 7 · 19% Outros (lazer,etc.) 6 · 16% Abastecimento industrial 6 · 16% Abastecimento doméstico/animal 3 · 8% Abastecimento urbano 3 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 49 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 46 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 3 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
  • Aluviões — 1 poço
  • Coluvião — 1 poço
  • Depósitos Colúvio-Eluvionares — 1 poço

O território e o subsolo de Itajaí

Itajaí tem 264.054 habitantes distribuídos em 289,2 km², o que dá 913,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itajaí, na região intermediária de Blumenau.

No Censo 2022, 2.395 dos 94.053 domicílios de Itajaí — 2,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.197 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.582 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itajaí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itajaí

Com base em 275 poços cadastrados num raio de 30 km de Itajaí - SC, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 204 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,1 m³/h), sobre 165 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itajaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 275 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
9,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 165 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itajaí: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta275 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itajaí costumam descer

  • até 50 m 12%33
  • 50 a 100 m 30%83
  • 100 a 150 m 33%90
  • acima de 150 m 25%68

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 7,9 m³/h 120 m 203131 com teste
Depósitos Litorâneos sem teste 6 m 23
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,0 m³/h 128 m 1813 com teste
Quaternário 11,6 m³/h 136 m 43 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 22,0 m³/h 72 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Depósitos Litorâneos 23 · Complexo Granito-Gnáissico 7 · Quaternário 1
  • 50 a 100 m76 poços Complexo Granito-Gnáissico 69 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 3 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 2
  • 100 a 150 m87 poços Complexo Granito-Gnáissico 71 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 9 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 2
  • acima de 150 m66 poços Complexo Granito-Gnáissico 56 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 5 · Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itajaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itajaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.