Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Vitória do Palmar - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 98poços cadastrados
  • 45,4 mprofundidade média
  • 38 mprofundidade mediana
  • 6,5 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Vitória do Palmar - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 98 poços em Santa Vitória do Palmar - RS. A profundidade média é de 45,4 m e a mediana, 38 m, medida em 98 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 2.349 dos 12.518 domicílios do município — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
98
Profundidade média
45,4 m
Profundidade mediana
38 m
Nível estático médio
6,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
69,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
30.983 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.349 (18,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 98 poços em Santa Vitória do Palmar, com profundidade média de 45,4 m (mediana de 38 m, variando de 11,6 m a 132 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 84% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Vitória do Palmar é 69,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Santa Vitória do Palmar

Poços cadastrados em Santa Vitória do Palmar - RS
Poços no cadastro nacional98 poços
Profundidade média45,4 m 98 poços com o dado
Profundidade mediana38 m
Faixa de profundidade11,6 m a 132 m
Nível estático médio6,5 m 76 poços com o dado
Nível dinâmico médio16,8 m 74 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 74 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 99% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 84% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 42 poços
Poços com teste de vazão98 de 98
Distribuição das profundidades em Santa Vitória do Palmar 11,6 m mínimo 38 m mediana 132 m máximo
Metade dos poços fica entre 22 m e 55 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Vitória do Palmar por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 69 · 70% 50-100 m 22 · 22% 100-150 m 7 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Vitória do Palmar 1 1960 5 1970 42 1980 20 1990 20 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Vitória do Palmar. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 52% Abastecimento urbano 15 · 26% Abastecimento industrial 5 · 9% Abastecimento múltiplo 4 · 7% Outros (lazer,etc.) 3 · 5% Pecuária 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 87 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 74 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 8 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Vitória do Palmar

Santa Vitória do Palmar tem 30.983 habitantes distribuídos em 5.207,0 km², o que dá 6,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pelotas.

No Censo 2022, 2.349 dos 12.518 domicílios de Santa Vitória do Palmar — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.185 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.950 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Vitória do Palmar

Com base em 63 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Vitória do Palmar - RS, 80% deles foram concluídos entre 16 m e 93 m, com profundidade mediana de 38 m. A vazão mediana calculada é de 14,8 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 36,0 m³/h), sobre 49 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Vitória do Palmar se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 63 poços no raio, contra 98 poços dentro do município.

38 mprofundidade mediana
14,8 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
2,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 49 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Vitória do Palmar: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta63 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 96peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Vitória do Palmar costumam descer

  • até 50 m 76%48
  • 50 a 100 m 14%9
  • 100 a 150 m 10%6
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Litorâneos 19,9 m³/h 37 m 5242 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 1,2 m³/h 20 m 55 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 11,7 m³/h 87 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m47 poços Depósitos Litorâneos 42 · Depósitos Eólicos Litorâneos 4 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1
  • 50 a 100 m8 poços Depósitos Litorâneos 7 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1
  • 100 a 150 m6 poços Depósitos Litorâneos 3 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Vitória do Palmar?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Vitória do Palmar.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.