Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arroio do Sal - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arroio do Sal, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 9poços cadastrados
  • 41,9 mprofundidade média
  • 25,4 mprofundidade mediana
  • 2,7 mnível estático médio

Como são os poços em Arroio do Sal - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Arroio do Sal - RS. A profundidade média é de 41,9 m e a mediana, 25,4 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 1.425 dos 4.465 domicílios do município — 31,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
41,9 m
Profundidade mediana
25,4 m
Nível estático médio
2,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
73 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
11.057 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.425 (31,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Arroio do Sal, com profundidade média de 41,9 m (mediana de 25,4 m, variando de 6 m a 141 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arroio do Sal é 73 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Arroio do Sal

Poços cadastrados em Arroio do Sal - RS
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média41,9 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana25,4 m
Faixa de profundidade6 m a 141 m
Nível estático médio2,7 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio12,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média5 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 83% dos registros
Uso mais comumIrrigação 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Arroio do Sal 6 m mínimo 25,4 m mediana 141 m máximo
Metade dos poços fica entre 15 m e 89 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arroio do Sal por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 75% 50-100 m 1 · 13% 100-150 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arroio do Sal 2 1990 3 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arroio do Sal. Valores em poços. Irrigação 2 · 25% Abastecimento industrial 2 · 25% Abastecimento urbano 1 · 13% Outros (lazer,etc.) 1 · 13% Abastecimento doméstico 1 · 13% Abastecimento múltiplo 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 5 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 1 poço

O território e o subsolo de Arroio do Sal

Arroio do Sal tem 11.057 habitantes distribuídos em 119,2 km², o que dá 92,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Torres, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 1.425 dos 4.465 domicílios de Arroio do Sal — 31,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.371 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 748 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arroio do Sal

Com base em 165 poços cadastrados num raio de 30 km de Arroio do Sal - RS, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 210 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 12,3 m³/h (metade dos poços entre 6,4 m³/h e 23,4 m³/h), sobre 79 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arroio do Sal se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 165 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
12,3 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
5,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 79 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arroio do Sal: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta165 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 87peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arroio do Sal costumam descer

  • até 50 m 30%48
  • 50 a 100 m 25%40
  • 100 a 150 m 22%36
  • acima de 150 m 23%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 16,3 m³/h 170 m 3221 com teste
Depósitos Litorâneos 23,4 m³/h 89 m 279 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 13,4 m³/h 36 m 188 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 30,3 m³/h 24 m 82 com teste
Formação Botucatu 13,4 m³/h 84 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m35 poços Depósitos Litorâneos 13 · Depósitos Flúvio-Lagunares 12 · Depósitos Eólicos Litorâneos 6
  • 50 a 100 m18 poços Formação Serra Geral 6 · Formação Botucatu 4 · Depósitos Flúvio-Lagunares 3
  • 100 a 150 m14 poços Formação Serra Geral 7 · Depósitos Litorâneos 6 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
  • acima de 150 m25 poços Formação Serra Geral 17 · Depósitos Litorâneos 5 · Depósitos Flúvio-Lagunares 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arroio do Sal?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arroio do Sal.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.