Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arambaré - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arambaré, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos flúvio-lagunares
  • 28poços cadastrados
  • 48,5 mprofundidade média
  • 32 mprofundidade mediana
  • 1,6 mnível estático médio

Como são os poços em Arambaré - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Arambaré - RS. A profundidade média é de 48,5 m e a mediana, 32 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 1,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Flúvio-Lagunares. No Censo 2022, 306 dos 1.729 domicílios do município — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
48,5 m
Profundidade mediana
32 m
Nível estático médio
1,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Flúvio-Lagunares
Ante a média do estado
66,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
4.112 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
306 (17,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Arambaré, com profundidade média de 48,5 m (mediana de 32 m, variando de 24 m a 203,7 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Flúvio-Lagunares, presente em 61% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arambaré é 66,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Arambaré

Poços cadastrados em Arambaré - RS
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média48,5 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana32 m
Faixa de profundidade24 m a 203,7 m
Nível estático médio1,6 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio12,7 m 21 poços com o dado
Vazão específica média5,3 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 93% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Flúvio-Lagunares 61% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 16 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Arambaré 24 m mínimo 32 m mediana 203,7 m máximo
Metade dos poços fica entre 24 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arambaré por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 21 · 75% 50-100 m 4 · 14% 100-150 m 2 · 7% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arambaré 2 1970 3 1980 1 1990 6 2000 16 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arambaré. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 67% Abastecimento múltiplo 2 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 17 poços
  • Quaternário — 6 poços
  • Aluviões — 2 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços
  • Depósitos Litorâneos — 1 poço

O território e o subsolo de Arambaré

Arambaré tem 4.112 habitantes distribuídos em 518,2 km², o que dá 7,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Camaquã, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 306 dos 1.729 domicílios de Arambaré — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 194 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 283 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arambaré

Com base em 65 poços cadastrados num raio de 30 km de Arambaré - RS, 80% deles foram concluídos entre 24 m e 90 m, com profundidade mediana de 53 m. A vazão mediana calculada é de 20,0 m³/h (metade dos poços entre 11,9 m³/h e 40,4 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arambaré se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 65 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

53 mprofundidade mediana
20,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arambaré: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta65 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arambaré costumam descer

  • até 50 m 45%29
  • 50 a 100 m 48%31
  • 100 a 150 m 6%4
  • acima de 150 m 2%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Flúvio-Lagunares 20,0 m³/h 44 m 2920 com teste
Quaternário 26,7 m³/h 53 m 2217 com teste
Depósitos Litorâneos sem teste 65 m 3
Complexo Granito-Gnáissico 0,8 m³/h 41 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Depósitos Flúvio-Lagunares 17 · Quaternário 8 · Complexo Granito-Gnáissico 2
  • 50 a 100 m29 poços Quaternário 14 · Depósitos Flúvio-Lagunares 11 · Depósitos Litorâneos 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arambaré?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arambaré.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.