Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alvorada - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alvorada, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 41poços cadastrados
  • 113,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 12,5 mnível estático médio

Como são os poços em Alvorada - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 41 poços em Alvorada - RS. A profundidade média é de 113,6 m e a mediana, 120 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.099 dos 68.775 domicílios do município — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
41
Profundidade média
113,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
12,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
187.315 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.099 (1,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 41 poços em Alvorada, com profundidade média de 113,6 m (mediana de 120 m, variando de 31 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 51% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alvorada é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Alvorada

Poços cadastrados em Alvorada - RS
Poços no cadastro nacional41 poços
Profundidade média113,6 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade31 m a 240 m
Nível estático médio12,5 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,8 m 28 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 74% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 51% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 12 poços
Poços com teste de vazão41 de 41
Distribuição das profundidades em Alvorada 31 m mínimo 120 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alvorada por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 15% 50-100 m 10 · 24% 100-150 m 17 · 41% 150-200 m 6 · 15% acima de 200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alvorada 5 1960 1 1980 12 1990 12 2000 6 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alvorada. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 35% Abastecimento doméstico 4 · 24% Abastecimento industrial 3 · 18% Outros (lazer,etc.) 2 · 12% Abastecimento múltiplo 1 · 6% Sem uso 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 29 poços
  • Poroso — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 23 poços
  • Formação Rio Bonito — 10 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 5 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 2 poços

O território e o subsolo de Alvorada

Alvorada tem 187.315 habitantes distribuídos em 71,7 km², o que dá 2.612,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 1.099 dos 68.775 domicílios de Alvorada — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.055 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 568 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Alvorada, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alvorada

Com base em 1.485 poços cadastrados num raio de 30 km de Alvorada - RS, 80% deles foram concluídos entre 51 m e 198 m, com profundidade mediana de 103 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 7,4 m³/h), sobre 1.085 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alvorada se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.485 poços no raio, contra 41 poços dentro do município.

103 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
52,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.085 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alvorada: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta1.485 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 38peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alvorada costumam descer

  • até 50 m 10%144
  • 50 a 100 m 39%569
  • 100 a 150 m 29%426
  • acima de 150 m 23%334

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,3 m³/h 105 m 338246 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,4 m³/h 132 m 156138 com teste
Aluviões 3,6 m³/h 87 m 11775 com teste
Formação Irati 4,6 m³/h 120 m 10694 com teste
Formação Rio Bonito 4,5 m³/h 150 m 9778 com teste
Formação Rosário do Sul 3,1 m³/h 150 m 6154 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 98 m 5943 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 4,3 m³/h 95 m 4025 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m124 poços Aluviões 33 · Complexo Granito-Gnáissico 27 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 8
  • 50 a 100 m480 poços Complexo Granito-Gnáissico 137 · Subgrupo Rio do Rastro 46 · Formação Irati 41
  • 100 a 150 m370 poços Complexo Granito-Gnáissico 96 · Subgrupo Rio do Rastro 55 · Formação Irati 37
  • acima de 150 m305 poços Complexo Granito-Gnáissico 78 · Subgrupo Rio do Rastro 53 · Formação Rio Bonito 44

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alvorada?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alvorada.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.