Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Estrela - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Estrela, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 150poços cadastrados
  • 113,6 mprofundidade média
  • 112 mprofundidade mediana
  • 23,3 mnível estático médio

Como são os poços em Estrela - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 150 poços em Estrela - RS. A profundidade média é de 113,6 m e a mediana, 112 m, medida em 150 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 477 dos 12.417 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
150
Profundidade média
113,6 m
Profundidade mediana
112 m
Nível estático médio
23,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
32.183 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
477 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 150 poços em Estrela, com profundidade média de 113,6 m (mediana de 112 m, variando de 29 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Estrela é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Estrela

Poços cadastrados em Estrela - RS
Poços no cadastro nacional150 poços
Profundidade média113,6 m 150 poços com o dado
Profundidade mediana112 m
Faixa de profundidade29 m a 250 m
Nível estático médio23,3 m 139 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,4 m 102 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 96 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 64% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 65 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 44 poços
Poços com teste de vazão150 de 150
Distribuição das profundidades em Estrela 29 m mínimo 112 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 83 m e 137 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Estrela por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 3% 50-100 m 56 · 37% 100-150 m 70 · 47% 150-200 m 15 · 10% acima de 200 m 5 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Estrela 9 1960 25 1970 20 1980 44 1990 34 2000 11 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Estrela. Valores em poços. Abastecimento urbano 65 · 65% Abastecimento doméstico 17 · 17% Abastecimento industrial 7 · 7% Abastecimento doméstico/animal 5 · 5% Abastecimento múltiplo 4 · 4% Outros (lazer,etc.) 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 54 poços
  • Fissural — 31 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 86 poços
  • Formação Botucatu — 48 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 6 poços
  • Formação Rosário do Sul — 5 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Estrela

Estrela tem 32.183 habitantes distribuídos em 185,0 km², o que dá 173,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 477 dos 12.417 domicílios de Estrela — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 444 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 370 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Estrela, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Estrela

Com base em 1.196 poços cadastrados num raio de 30 km de Estrela - RS, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 186 m, com profundidade mediana de 107 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 20,5 m³/h), sobre 653 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Estrela se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.196 poços no raio, contra 150 poços dentro do município.

107 mprofundidade mediana
10,2 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
42,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 653 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Estrela: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta1.196 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Estrela costumam descer

  • até 50 m 7%88
  • 50 a 100 m 39%456
  • 100 a 150 m 33%386
  • acima de 150 m 21%253

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,8 m³/h 110 m 735459 com teste
Formação Santa Maria 16,9 m³/h 73 m 4438 com teste
Formação Rosário do Sul 13,7 m³/h 85 m 4234 com teste
Formação Botucatu 12,5 m³/h 120 m 2216 com teste
Aluviões 10,2 m³/h 120 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m67 poços Formação Serra Geral 51 · Formação Santa Maria 6 · Formação Botucatu 4
  • 50 a 100 m323 poços Formação Serra Geral 271 · Formação Rosário do Sul 22 · Formação Santa Maria 22
  • 100 a 150 m267 poços Formação Serra Geral 231 · Formação Santa Maria 14 · Formação Botucatu 9
  • acima de 150 m198 poços Formação Serra Geral 182 · Formação Rosário do Sul 8 · Formação Botucatu 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Estrela?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Estrela.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.