Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em General Câmara - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para General Câmara, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 40poços cadastrados
  • 126,1 mprofundidade média
  • 121 mprofundidade mediana
  • 16,5 mnível estático médio

Como são os poços em General Câmara - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em General Câmara - RS. A profundidade média é de 126,1 m e a mediana, 121 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 530 dos 3.148 domicílios do município — 16,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
126,1 m
Profundidade mediana
121 m
Nível estático médio
16,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
11,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
7.612 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
530 (16,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em General Câmara, com profundidade média de 126,1 m (mediana de 121 m, variando de 34,2 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de General Câmara é 11,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em General Câmara

Poços cadastrados em General Câmara - RS
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média126,1 m 39 poços com o dado
Profundidade mediana121 m
Faixa de profundidade34,2 m a 204 m
Nível estático médio16,5 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,8 m 26 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 26 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 74% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em General Câmara 34,2 m mínimo 121 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 171 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de General Câmara por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 10 · 26% 100-150 m 15 · 38% 150-200 m 11 · 28% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em General Câmara 4 1980 13 1990 21 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de General Câmara. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 41% Abastecimento urbano 9 · 41% Abastecimento múltiplo 3 · 14% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 16 poços
  • Formação Rosário do Sul — 10 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 6 poços
  • Aluviões — 5 poços
  • Formação Botucatu — 5 poços
  • Formação Santa Maria — 2 poços

O território e o subsolo de General Câmara

General Câmara tem 7.612 habitantes distribuídos em 510,0 km², o que dá 14,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Charqueadas - Triunfo - São Jerônimo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 530 dos 3.148 domicílios de General Câmara — 16,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 479 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 463 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de General Câmara

Com base em 186 poços cadastrados num raio de 30 km de General Câmara - RS, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 196 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 6,5 m³/h), sobre 115 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de General Câmara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 186 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
6,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 115 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de General Câmara: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta186 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 43peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 83peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de General Câmara costumam descer

  • até 50 m 17%31
  • 50 a 100 m 33%61
  • 100 a 150 m 28%51
  • acima de 150 m 23%42

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rosário do Sul 4,2 m³/h 102 m 3528 com teste
Formação Serra Geral 5,5 m³/h 108 m 2413 com teste
Formação Santa Maria 6,7 m³/h 131 m 148 com teste
Aluviões 2,7 m³/h 56 m 1311 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,4 m³/h 84 m 86 com teste
Formação Botucatu 10,5 m³/h 130 m 84 com teste
Formação Rio Bonito 315,0 m³/h 30 m 54 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 2,9 m³/h 100 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Aluviões 4 · Formação Rio Bonito 3 · Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m39 poços Formação Rosário do Sul 14 · Aluviões 5 · Formação Serra Geral 5
  • 100 a 150 m35 poços Formação Serra Geral 10 · Formação Rosário do Sul 10 · Formação Botucatu 3
  • acima de 150 m29 poços Formação Rosário do Sul 8 · Formação Santa Maria 6 · Formação Serra Geral 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos General Câmara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em General Câmara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.