Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Sebastião do Caí - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 50poços cadastrados
  • 127 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 16,9 mnível estático médio

Como são os poços em São Sebastião do Caí - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em São Sebastião do Caí - RS. A profundidade média é de 127 m e a mediana, 130 m, medida em 50 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 3.850 dos 9.430 domicílios do município — 40,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
127 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
16,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
12,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
24.428 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.850 (40,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em São Sebastião do Caí, com profundidade média de 127 m (mediana de 130 m, variando de 45 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Sebastião do Caí é 12,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Sebastião do Caí

Poços cadastrados em São Sebastião do Caí - RS
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média127 m 50 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade45 m a 204 m
Nível estático médio16,9 m 39 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,7 m 17 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 19 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em São Sebastião do Caí 45 m mínimo 130 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Sebastião do Caí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 12 · 24% 100-150 m 28 · 56% 150-200 m 8 · 16% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Sebastião do Caí 1 1960 8 1980 19 1990 12 2000 10 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Sebastião do Caí. Valores em poços. Abastecimento doméstico 10 · 31% Abastecimento múltiplo 10 · 31% Abastecimento industrial 6 · 19% Abastecimento urbano 4 · 13% Irrigação 1 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 33 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 32 poços
  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Formação Piramboia — 1 poço

O território e o subsolo de São Sebastião do Caí

São Sebastião do Caí tem 24.428 habitantes distribuídos em 114,3 km², o que dá 213,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Novo Hamburgo - São Leopoldo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 3.850 dos 9.430 domicílios de São Sebastião do Caí — 40,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.794 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.174 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Sebastião do Caí

Com base em 1.099 poços cadastrados num raio de 30 km de São Sebastião do Caí - RS, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 204 m, com profundidade mediana de 134 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 12,7 m³/h), sobre 653 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Sebastião do Caí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.099 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

134 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
38,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 653 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Sebastião do Caí: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta1.099 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Sebastião do Caí costumam descer

  • até 50 m 3%29
  • 50 a 100 m 23%246
  • 100 a 150 m 39%417
  • acima de 150 m 35%379

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,9 m³/h 149 m 457279 com teste
Formação Botucatu 5,6 m³/h 121 m 178133 com teste
Formação Piramboia 3,6 m³/h 145 m 5844 com teste
Formação Rosário do Sul 3,2 m³/h 150 m 5449 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 2,3 m³/h 132 m 3126 com teste
Aluviões 8,2 m³/h 99 m 128 com teste
Coluvião 6,1 m³/h 110 m 85 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 5,4 m³/h 105 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Formação Serra Geral 9 · Formação Botucatu 5 · Aluviões 3
  • 50 a 100 m178 poços Formação Serra Geral 90 · Formação Botucatu 58 · Formação Piramboia 8
  • 100 a 150 m314 poços Formação Serra Geral 165 · Formação Botucatu 75 · Formação Rosário do Sul 24
  • acima de 150 m300 poços Formação Serra Geral 193 · Formação Botucatu 40 · Formação Piramboia 26

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Sebastião do Caí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Sebastião do Caí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.