Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mariana Pimentel - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mariana Pimentel, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 5poços cadastrados
  • 68,8 mprofundidade média
  • 57 mprofundidade mediana
  • 9,3 mnível estático médio

Como são os poços em Mariana Pimentel - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Mariana Pimentel - RS. A profundidade média é de 68,8 m e a mediana, 57 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 389 dos 1.639 domicílios do município — 23,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
68,8 m
Profundidade mediana
57 m
Nível estático médio
9,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
46,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.916 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
389 (23,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Mariana Pimentel, com profundidade média de 68,8 m (mediana de 57 m, variando de 43 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 60% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mariana Pimentel é 46,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Mariana Pimentel

Poços cadastrados em Mariana Pimentel - RS
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média68,8 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana57 m
Faixa de profundidade43 m a 100 m
Nível estático médio9,3 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio46 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 60% dos registros
Uso mais comumSem uso 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1980 4 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Mariana Pimentel 43 m mínimo 57 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mariana Pimentel por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 20% 50-100 m 4 · 80%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mariana Pimentel. Valores em poços. Sem uso 1 · 33% Irrigação 1 · 33% Abastecimento urbano 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Mariana Pimentel

Mariana Pimentel tem 3.916 habitantes distribuídos em 338,5 km², o que dá 11,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 389 dos 1.639 domicílios de Mariana Pimentel — 23,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 349 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 721 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mariana Pimentel

Com base em 105 poços cadastrados num raio de 30 km de Mariana Pimentel - RS, 80% deles foram concluídos entre 31 m e 201 m, com profundidade mediana de 86 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 2,4 m³/h e 7,8 m³/h), sobre 65 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mariana Pimentel se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 105 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

86 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
3,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 65 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mariana Pimentel: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta105 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mariana Pimentel costumam descer

  • até 50 m 23%24
  • 50 a 100 m 40%42
  • 100 a 150 m 14%15
  • acima de 150 m 23%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,6 m³/h 90 m 4330 com teste
Quaternário 13,6 m³/h 62 m 186 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 7,1 m³/h 100 m 97 com teste
Aluviões 4,8 m³/h 60 m 53 com teste
Depósitos Litorâneos 1,0 m³/h 144 m 42 com teste
Complexo Cambaí 3,6 m³/h 221 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Complexo Granito-Gnáissico 8 · Quaternário 8 · Aluviões 2
  • 50 a 100 m36 poços Complexo Granito-Gnáissico 17 · Quaternário 7 · Depósitos Flúvio-Lagunares 6
  • 100 a 150 m13 poços Complexo Granito-Gnáissico 8 · Quaternário 2 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
  • acima de 150 m21 poços Complexo Granito-Gnáissico 10 · Complexo Cambaí 4 · Depósitos Litorâneos 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mariana Pimentel?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mariana Pimentel.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.