Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mariano Moro - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mariano Moro, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 54poços cadastrados
  • 90,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 14,1 mnível estático médio

Como são os poços em Mariano Moro - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 54 poços em Mariano Moro - RS. A profundidade média é de 90,3 m e a mediana, 80 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 262 dos 757 domicílios do município — 34,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
54
Profundidade média
90,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
14,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
24,6 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.858 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
262 (34,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 54 poços em Mariano Moro, com profundidade média de 90,3 m (mediana de 80 m, variando de 30 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mariano Moro é 24,6 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Mariano Moro

Poços cadastrados em Mariano Moro - RS
Poços no cadastro nacional54 poços
Profundidade média90,3 m 54 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade30 m a 210 m
Nível estático médio14,1 m 52 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,9 m 29 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 20 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 28 poços
Poços com teste de vazão54 de 54
Distribuição das profundidades em Mariano Moro 30 m mínimo 80 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 103 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mariano Moro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 13% 50-100 m 30 · 56% 100-150 m 13 · 24% 150-200 m 3 · 6% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mariano Moro 2 1970 4 1980 28 1990 12 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mariano Moro. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 20 · 49% Abastecimento doméstico 11 · 27% Abastecimento urbano 9 · 22% Sem uso 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 54 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 54 poços

O território e o subsolo de Mariano Moro

Mariano Moro tem 1.858 habitantes distribuídos em 98,7 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Erechim, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 262 dos 757 domicílios de Mariano Moro — 34,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 261 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 65 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mariano Moro

Com base em 922 poços cadastrados num raio de 30 km de Mariano Moro - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 155 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 20,3 m³/h), sobre 237 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mariano Moro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 922 poços no raio, contra 54 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
32,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 237 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mariano Moro: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta922 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 88peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mariano Moro costumam descer

  • até 50 m 6%54
  • 50 a 100 m 47%431
  • 100 a 150 m 36%328
  • acima de 150 m 11%101

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m54 poços Formação Serra Geral 54
  • 50 a 100 m371 poços Formação Serra Geral 371
  • 100 a 150 m297 poços Formação Serra Geral 297
  • acima de 150 m91 poços Formação Serra Geral 91

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mariano Moro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mariano Moro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.