Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pelotas - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pelotas, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 187poços cadastrados
  • 68 mprofundidade média
  • 53 mprofundidade mediana
  • 11,2 mnível estático médio

Como são os poços em Pelotas - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 187 poços em Pelotas - RS. A profundidade média é de 68 m e a mediana, 53 m, medida em 187 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 5.235 dos 130.721 domicílios do município — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
187
Profundidade média
68 m
Profundidade mediana
53 m
Nível estático médio
11,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
46,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
325.685 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.235 (4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 187 poços em Pelotas, com profundidade média de 68 m (mediana de 53 m, variando de 16 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 51% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pelotas é 46,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Pelotas

Poços cadastrados em Pelotas - RS
Poços no cadastro nacional187 poços
Profundidade média68 m 187 poços com o dado
Profundidade mediana53 m
Faixa de profundidade16 m a 250 m
Nível estático médio11,2 m 146 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,4 m 145 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 143 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 65% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 51% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 46 poços
Poços com teste de vazão187 de 187
Distribuição das profundidades em Pelotas 16 m mínimo 53 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 37 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pelotas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 86 · 46% 50-100 m 68 · 36% 100-150 m 22 · 12% 150-200 m 8 · 4% acima de 200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pelotas 2 1950 6 1960 46 1970 38 1980 21 1990 41 2000 18 2010 15 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pelotas. Valores em poços. Abastecimento industrial 27 · 33% Abastecimento doméstico 26 · 32% Outros (lazer,etc.) 16 · 20% Abastecimento múltiplo 8 · 10% Abastecimento urbano 2 · 2% Abastecimento doméstico/animal 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 111 poços
  • Fissural — 59 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 97 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado — 44 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 21 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 15 poços
  • Aluviões — 10 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 2 poços

O território e o subsolo de Pelotas

Pelotas tem 325.685 habitantes distribuídos em 1.608,8 km², o que dá 202,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pelotas.

No Censo 2022, 5.235 dos 130.721 domicílios de Pelotas — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.020 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.191 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pelotas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pelotas

Com base em 255 poços cadastrados num raio de 30 km de Pelotas - RS, 80% deles foram concluídos entre 22 m e 150 m, com profundidade mediana de 55 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 183 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pelotas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 255 poços no raio, contra 187 poços dentro do município.

55 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
9,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 183 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pelotas: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta255 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 50peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 52peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pelotas costumam descer

  • até 50 m 43%109
  • 50 a 100 m 36%91
  • 100 a 150 m 12%31
  • acima de 150 m 9%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Litorâneos 7,8 m³/h 50 m 125107 com teste
Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 3,2 m³/h 80 m 3514 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,1 m³/h 120 m 2717 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 3,7 m³/h 48 m 2118 com teste
Aluviões 9,0 m³/h 100 m 1310 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m98 poços Depósitos Litorâneos 63 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 12 · Depósitos Flúvio-Lagunares 11
  • 50 a 100 m82 poços Depósitos Litorâneos 51 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 9 · Complexo Granito-Gnáissico 7
  • 100 a 150 m28 poços Depósitos Litorâneos 8 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 7 · Complexo Granito-Gnáissico 6
  • acima de 150 m24 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 7 · Depósitos Litorâneos 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pelotas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pelotas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.