Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Marau - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Marau, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 145poços cadastrados
  • 97 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 21,3 mnível estático médio

Como são os poços em Marau - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 145 poços em Marau - RS. A profundidade média é de 97 m e a mediana, 90 m, medida em 137 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 3.245 dos 17.282 domicílios do município — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
145
Profundidade média
97 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
21,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
17,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
45.124 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.245 (18,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 145 poços em Marau, com profundidade média de 97 m (mediana de 90 m, variando de 24 m a 218 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Marau é 17,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Marau

Poços cadastrados em Marau - RS
Poços no cadastro nacional145 poços
Profundidade média97 m 137 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade24 m a 218 m
Nível estático médio21,3 m 132 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,3 m 96 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 91 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 45 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 58 poços
Poços com teste de vazão145 de 145
Distribuição das profundidades em Marau 24 m mínimo 90 m mediana 218 m máximo
Metade dos poços fica entre 71 m e 122 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Marau por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 6% 50-100 m 74 · 54% 100-150 m 46 · 34% 150-200 m 7 · 5% acima de 200 m 2 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Marau 5 1960 3 1970 20 1980 58 1990 37 2000 9 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Marau. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 45 · 39% Abastecimento urbano 29 · 25% Abastecimento doméstico 18 · 16% Abastecimento industrial 10 · 9% Abastecimento múltiplo 10 · 9% Outros (lazer,etc.) 4 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 128 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 131 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Formação Botucatu — 1 poço
  • Subgrupo Estrada Nova — 1 poço
  • Eluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Marau

Marau tem 45.124 habitantes distribuídos em 649,8 km², o que dá 69,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marau, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 3.245 dos 17.282 domicílios de Marau — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.207 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.507 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Marau

Com base em 531 poços cadastrados num raio de 30 km de Marau - RS, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 154 m, com profundidade mediana de 93 m. A vazão mediana calculada é de 8,6 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 318 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Marau se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 531 poços no raio, contra 145 poços dentro do município.

93 mprofundidade mediana
8,6 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
18,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 318 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Marau: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta531 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 73peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 54peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Marau costumam descer

  • até 50 m 7%37
  • 50 a 100 m 52%270
  • 100 a 150 m 30%157
  • acima de 150 m 11%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 8,0 m³/h 93 m 490292 com teste
Formação Tupanciretã 27,9 m³/h 120 m 55 com teste
Eluvião 102,9 m³/h 90 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m35 poços Formação Serra Geral 35
  • 50 a 100 m256 poços Formação Serra Geral 250 · Eluvião 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m152 poços Formação Serra Geral 149 · Formação Tupanciretã 3
  • acima de 150 m57 poços Formação Serra Geral 56 · Formação Tupanciretã 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Marau?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Marau.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.