Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sentinela do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sentinela do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 12poços cadastrados
  • 68,5 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 7,6 mnível estático médio

Como são os poços em Sentinela do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Sentinela do Sul - RS. A profundidade média é de 68,5 m e a mediana, 60 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 976 dos 2.109 domicílios do município — 46,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
68,5 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
7,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
46,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
5.306 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
976 (46,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Sentinela do Sul, com profundidade média de 68,5 m (mediana de 60 m, variando de 39 m a 132 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sentinela do Sul é 46,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Sentinela do Sul

Poços cadastrados em Sentinela do Sul - RS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média68,5 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade39 m a 132 m
Nível estático médio7,6 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,8 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Sentinela do Sul 39 m mínimo 60 m mediana 132 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 86 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sentinela do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 33% 50-100 m 6 · 50% 100-150 m 2 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sentinela do Sul 8 1980 1 1990 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sentinela do Sul. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 75% Outros (lazer,etc.) 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 10 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Sentinela do Sul

Sentinela do Sul tem 5.306 habitantes distribuídos em 282,1 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Camaquã, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 976 dos 2.109 domicílios de Sentinela do Sul — 46,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 896 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.252 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sentinela do Sul

Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de Sentinela do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 150 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 15,3 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sentinela do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sentinela do Sul: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta73 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sentinela do Sul costumam descer

  • até 50 m 18%13
  • 50 a 100 m 55%40
  • 100 a 150 m 18%13
  • acima de 150 m 10%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,8 m³/h 101 m 2817 com teste
Quaternário 15,0 m³/h 53 m 1611 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 14,9 m³/h 82 m 139 com teste
Aluviões 1,0 m³/h 60 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Complexo Granito-Gnáissico 5 · Quaternário 3 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 50 a 100 m37 poços Quaternário 13 · Depósitos Flúvio-Lagunares 10 · Complexo Granito-Gnáissico 9
  • 100 a 150 m12 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Depósitos Flúvio-Lagunares 2 · Aluviões 1
  • acima de 150 m6 poços Complexo Granito-Gnáissico 5 · Pré-Cambriano Indiviso 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sentinela do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sentinela do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.