Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coqueiro Baixo - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coqueiro Baixo, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 24poços cadastrados
  • 117,7 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 22,2 mnível estático médio

Como são os poços em Coqueiro Baixo - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Coqueiro Baixo - RS. A profundidade média é de 117,7 m e a mediana, 120 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 61 dos 502 domicílios do município — 12,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
117,7 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
22,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.290 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
61 (12,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Coqueiro Baixo, com profundidade média de 117,7 m (mediana de 120 m, variando de 37 m a 246 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coqueiro Baixo é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Coqueiro Baixo

Poços cadastrados em Coqueiro Baixo - RS
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média117,7 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade37 m a 246 m
Nível estático médio22,2 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,4 m 14 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Coqueiro Baixo 37 m mínimo 120 m mediana 246 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coqueiro Baixo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 13% 50-100 m 5 · 21% 100-150 m 10 · 42% 150-200 m 4 · 17% acima de 200 m 2 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coqueiro Baixo 4 1980 5 1990 9 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coqueiro Baixo. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 8 · 57% Abastecimento doméstico 3 · 21% Abastecimento urbano 2 · 14% Doméstico/irrigação/animal 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 19 poços

O território e o subsolo de Coqueiro Baixo

Coqueiro Baixo tem 1.290 habitantes distribuídos em 112,6 km², o que dá 11,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 61 dos 502 domicílios de Coqueiro Baixo — 12,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 59 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 98 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coqueiro Baixo

Com base em 719 poços cadastrados num raio de 30 km de Coqueiro Baixo - RS, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 221 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 19,9 m³/h), sobre 389 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coqueiro Baixo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 719 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
25,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 389 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coqueiro Baixo: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta719 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coqueiro Baixo costumam descer

  • até 50 m 7%51
  • 50 a 100 m 32%222
  • 100 a 150 m 29%202
  • acima de 150 m 32%223

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,9 m³/h 120 m 609358 com teste
Formação Botucatu sem teste 150 m 3
Eluvião 599,1 m³/h 108 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m45 poços Formação Serra Geral 45
  • 50 a 100 m198 poços Formação Serra Geral 195 · Formação Botucatu 1 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m181 poços Formação Serra Geral 178 · Eluvião 1 · Formação Botucatu 1
  • acima de 150 m193 poços Formação Serra Geral 191 · Eluvião 1 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coqueiro Baixo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coqueiro Baixo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.