Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Restinga Sêca - RS: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Restinga Sêca, Rio Grande do Sul.
- aquífero poroso
- formação rosário do sul
- 68poços cadastrados
- 117,3 mprofundidade média
- 115 mprofundidade mediana
- 22,5 mnível estático médio
Como são os poços em Restinga Sêca - RS?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 68 poços em Restinga Sêca - RS. A profundidade média é de 117,3 m e a mediana, 115 m, medida em 68 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rosário do Sul. No Censo 2022, 757 dos 5.906 domicílios do município — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 68
- Profundidade média
- 117,3 m
- Profundidade mediana
- 115 m
- Nível estático médio
- 22,5 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Rosário do Sul
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
- População (Censo 2022)
- 14.939 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 757 (12,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 68 poços em Restinga Sêca, com profundidade média de 117,3 m (mediana de 115 m, variando de 53 m a 206 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rosário do Sul, presente em 83% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Restinga Sêca é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).
Números do cadastro em Restinga Sêca
| Poços no cadastro nacional | 68 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 117,3 m 68 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 115 m |
| Faixa de profundidade | 53 m a 206 m |
| Nível estático médio | 22,5 m 60 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 52,5 m 47 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,6 m³/h por metro 47 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Rosário do Sul 83% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 18 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1980 21 poços |
| Poços com teste de vazão | 68 de 68 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 62 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Rosário do Sul — 54 poços
- Formação Serra Geral — 4 poços
- Formação Santa Maria — 4 poços
- Formação Botucatu — 2 poços
- Aluviões — 1 poço
O território e o subsolo de Restinga Sêca
Restinga Sêca tem 14.939 habitantes distribuídos em 968,6 km², o que dá 15,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.
No Censo 2022, 757 dos 5.906 domicílios de Restinga Sêca — 12,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 428 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 628 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Restinga Sêca
Com base em 241 poços cadastrados num raio de 30 km de Restinga Sêca - RS, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 185 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 19,8 m³/h), sobre 108 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Restinga Sêca se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 241 poços no raio, contra 68 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 108 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Restinga Sêca: 39/100
Confiança: amostra alta241 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Restinga Sêca costumam descer
- até 50 m 6%15
- 50 a 100 m 43%104
- 100 a 150 m 29%71
- acima de 150 m 21%51
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Rosário do Sul | 4,9 m³/h | 100 m | 12363 com teste |
| Formação Serra Geral | 9,1 m³/h | 125 m | 3214 com teste |
| Formação Santa Maria | 10,5 m³/h | 119 m | 157 com teste |
| Formação Botucatu | 7,4 m³/h | 103 m | 86 com teste |
| Formação Sanga do Cabral | 7,3 m³/h | 168 m | 62 com teste |
| Aluviões | 8,4 m³/h | 132 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m12 poços Formação Rosário do Sul 8 · Formação Serra Geral 3 · Subgrupo Rio do Rastro 1
- 50 a 100 m83 poços Formação Rosário do Sul 57 · Formação Serra Geral 10 · Formação Santa Maria 6
- 100 a 150 m61 poços Formação Rosário do Sul 37 · Formação Santa Maria 8 · Formação Serra Geral 8
- acima de 150 m37 poços Formação Rosário do Sul 21 · Formação Serra Geral 11 · Formação Sanga do Cabral 3
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Restinga Sêca?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Restinga Sêca.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Restinga Sêca
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Rio Grande do Sul com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.