Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Martinho da Serra - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Martinho da Serra, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 42poços cadastrados
  • 118,2 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 14,6 mnível estático médio

Como são os poços em São Martinho da Serra - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 42 poços em São Martinho da Serra - RS. A profundidade média é de 118,2 m e a mediana, 115 m, medida em 42 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 412 dos 1.147 domicílios do município — 35,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
42
Profundidade média
118,2 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
14,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
3,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.860 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
412 (35,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 42 poços em São Martinho da Serra, com profundidade média de 118,2 m (mediana de 115 m, variando de 50 m a 236 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 90% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Martinho da Serra é 3,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Martinho da Serra

Poços cadastrados em São Martinho da Serra - RS
Poços no cadastro nacional42 poços
Profundidade média118,2 m 42 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade50 m a 236 m
Nível estático médio14,6 m 36 poços com o dado
Nível dinâmico médio80,7 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 85% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 90% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão42 de 42
Distribuição das profundidades em São Martinho da Serra 50 m mínimo 115 m mediana 236 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Martinho da Serra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 19 · 45% 100-150 m 10 · 24% 150-200 m 10 · 24% acima de 200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Martinho da Serra 1 1970 3 1980 17 1990 16 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Martinho da Serra. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 24 · 67% Abastecimento doméstico 7 · 19% Abastecimento urbano 2 · 6% Abastecimento doméstico/animal 2 · 6% Abastecimento industrial 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 38 poços
  • Formação Rosário do Sul — 2 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços

O território e o subsolo de São Martinho da Serra

São Martinho da Serra tem 2.860 habitantes distribuídos em 669,5 km², o que dá 4,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 412 dos 1.147 domicílios de São Martinho da Serra — 35,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 347 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 415 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Martinho da Serra

Com base em 363 poços cadastrados num raio de 30 km de São Martinho da Serra - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 174 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 11,0 m³/h), sobre 145 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Martinho da Serra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 363 poços no raio, contra 42 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
12,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 145 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Martinho da Serra: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta363 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Martinho da Serra costumam descer

  • até 50 m 5%18
  • 50 a 100 m 45%159
  • 100 a 150 m 34%122
  • acima de 150 m 16%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 4,6 m³/h 123 m 13042 com teste
Formação Rosário do Sul 6,6 m³/h 90 m 12956 com teste
Formação Santa Maria 6,0 m³/h 102 m 3722 com teste
Formação Botucatu 24,9 m³/h 57 m 44 com teste
Quaternário sem teste 100 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação Serra Geral 6 · Formação Rosário do Sul 4 · Formação Santa Maria 2
  • 50 a 100 m141 poços Formação Rosário do Sul 79 · Formação Serra Geral 38 · Formação Santa Maria 16
  • 100 a 150 m107 poços Formação Serra Geral 45 · Formação Rosário do Sul 41 · Formação Santa Maria 17
  • acima de 150 m48 poços Formação Serra Geral 41 · Formação Rosário do Sul 5 · Formação Santa Maria 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Martinho da Serra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Martinho da Serra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.