Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Condor - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Condor, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 14poços cadastrados
  • 112,4 mprofundidade média
  • 105,5 mprofundidade mediana
  • 37,7 mnível estático médio

Como são os poços em Condor - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Condor - RS. A profundidade média é de 112,4 m e a mediana, 105,5 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 37,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 436 dos 2.394 domicílios do município — 18,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
112,4 m
Profundidade mediana
105,5 m
Nível estático médio
37,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
6.406 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
436 (18,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Condor, com profundidade média de 112,4 m (mediana de 105,5 m, variando de 52 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 92% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Condor é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Condor

Poços cadastrados em Condor - RS
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média112,4 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana105,5 m
Faixa de profundidade52 m a 210 m
Nível estático médio37,7 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,2 m 13 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 92% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Condor 52 m mínimo 105,5 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 94 m e 123 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Condor por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 38% 100-150 m 7 · 54% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Condor 1 1950 2 1970 2 1980 1 1990 3 2000 2 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Condor. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 50% Abastecimento industrial 2 · 25% Outros (lazer,etc.) 2 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 12 poços
  • Formação Tupanciretã — 1 poço

O território e o subsolo de Condor

Condor tem 6.406 habitantes distribuídos em 463,6 km², o que dá 13,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ijuí.

No Censo 2022, 436 dos 2.394 domicílios de Condor — 18,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 435 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 57 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Condor

Com base em 153 poços cadastrados num raio de 30 km de Condor - RS, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 180 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 24,0 m³/h), sobre 101 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Condor se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 153 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
12,1 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
5,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 101 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Condor: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta153 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Condor costumam descer

  • até 50 m 11%16
  • 50 a 100 m 37%56
  • 100 a 150 m 36%54
  • acima de 150 m 17%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 12,0 m³/h 104 m 14393 com teste
Formação Tupanciretã 39,3 m³/h 102 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Formação Serra Geral 16
  • 50 a 100 m53 poços Formação Serra Geral 51 · Formação Tupanciretã 1 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m53 poços Formação Serra Geral 51 · Formação Tupanciretã 2
  • acima de 150 m25 poços Formação Serra Geral 25

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Condor?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Condor.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.