Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paverama - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paverama, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 25poços cadastrados
  • 118,3 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 20,4 mnível estático médio

Como são os poços em Paverama - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Paverama - RS. A profundidade média é de 118,3 m e a mediana, 120 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 382 dos 3.149 domicílios do município — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
118,3 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
20,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
3,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
7.978 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
382 (12,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Paverama, com profundidade média de 118,3 m (mediana de 120 m, variando de 62 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paverama é 3,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Paverama

Poços cadastrados em Paverama - RS
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média118,3 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade62 m a 300 m
Nível estático médio20,4 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,6 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 70% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 77% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Paverama 62 m mínimo 120 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 124 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paverama por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 36% 100-150 m 11 · 44% 150-200 m 4 · 16% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paverama 1 1960 8 1980 8 1990 7 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paverama. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 68% Abastecimento urbano 4 · 21% Doméstico/irrigação/animal 1 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 23 poços
  • Formação Botucatu — 7 poços

O território e o subsolo de Paverama

Paverama tem 7.978 habitantes distribuídos em 171,9 km², o que dá 46,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 382 dos 3.149 domicílios de Paverama — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 366 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 245 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paverama

Com base em 1.030 poços cadastrados num raio de 30 km de Paverama - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 186 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 609 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (55% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paverama se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.030 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
36,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 609 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paverama: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta1.030 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paverama costumam descer

  • até 50 m 7%68
  • 50 a 100 m 36%366
  • 100 a 150 m 35%354
  • acima de 150 m 23%235

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,2 m³/h 116 m 664440 com teste
Formação Rosário do Sul 5,4 m³/h 102 m 3324 com teste
Formação Botucatu 7,4 m³/h 130 m 3122 com teste
Formação Piramboia 3,3 m³/h 118 m 1311 com teste
Aluviões 5,3 m³/h 109 m 65 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,5 m³/h 70 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m47 poços Formação Serra Geral 40 · Formação Botucatu 3 · Formação Rosário do Sul 2
  • 50 a 100 m259 poços Formação Serra Geral 226 · Formação Rosário do Sul 13 · Formação Botucatu 7
  • 100 a 150 m260 poços Formação Serra Geral 227 · Formação Botucatu 12 · Formação Rosário do Sul 9
  • acima de 150 m195 poços Formação Serra Geral 171 · Formação Rosário do Sul 9 · Formação Botucatu 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paverama?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paverama.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.