Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alto do Rodrigues - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alto do Rodrigues, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação jandaíra
  • 50poços cadastrados
  • 73,1 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 11,2 mnível estático médio

Como são os poços em Alto do Rodrigues - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Alto do Rodrigues - RN. A profundidade média é de 73,1 m e a mediana, 80 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Jandaíra. No Censo 2022, 106 dos 4.210 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
73,1 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
11,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Jandaíra
Ante a média do estado
14,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
12.484 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
106 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Alto do Rodrigues, com profundidade média de 73,1 m (mediana de 80 m, variando de 6,4 m a 130 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Jandaíra, presente em 62% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alto do Rodrigues é 14,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Alto do Rodrigues

Poços cadastrados em Alto do Rodrigues - RN
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média73,1 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade6,4 m a 130 m
Nível estático médio11,2 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,4 m 11 poços com o dado
Vazão específica média9,3 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Jandaíra 62% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 9 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em Alto do Rodrigues 6,4 m mínimo 80 m mediana 130 m máximo
Metade dos poços fica entre 39 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alto do Rodrigues por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 26% 50-100 m 12 · 52% 100-150 m 5 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alto do Rodrigues 3 1970 6 1980 9 1990 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alto do Rodrigues. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 35% Pecuária 6 · 35% Abastecimento urbano 2 · 12% Irrigação 1 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 6% Abastecimento doméstico/animal 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Jandaíra — 8 poços
  • Aluviões — 5 poços

O território e o subsolo de Alto do Rodrigues

Alto do Rodrigues tem 12.484 habitantes distribuídos em 191,3 km², o que dá 65,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açu, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 106 dos 4.210 domicílios de Alto do Rodrigues — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 102 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 489 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Alto do Rodrigues, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alto do Rodrigues

Com base em 568 poços cadastrados num raio de 30 km de Alto do Rodrigues - RN, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 122 m, com profundidade mediana de 77 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 131 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alto do Rodrigues se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 568 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

77 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
20,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 131 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alto do Rodrigues: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta568 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alto do Rodrigues costumam descer

  • até 50 m 24%95
  • 50 a 100 m 54%213
  • 100 a 150 m 14%55
  • acima de 150 m 7%29

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Jandaíra 5,5 m³/h 72 m 7753 com teste
Formação Açu 14,0 m³/h 88 m 1711 com teste
Aluviões 9,4 m³/h 33 m 85 com teste
Grupo Barreira Indiviso 3,5 m³/h 38 m 74 com teste
Grupo Barreiras 3,2 m³/h 100 m 54 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 0,8 m³/h 50 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m37 poços Formação Jandaíra 21 · Aluviões 5 · Grupo Barreira Indiviso 4
  • 50 a 100 m57 poços Formação Jandaíra 41 · Formação Açu 8 · Grupo Barreira Indiviso 3
  • 100 a 150 m18 poços Formação Jandaíra 11 · Formação Açu 3 · Aluviões 2
  • acima de 150 m8 poços Formação Açu 4 · Formação Jandaíra 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alto do Rodrigues?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alto do Rodrigues.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.