Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pedro Avelino - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pedro Avelino, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação açu
  • 166poços cadastrados
  • 72,2 mprofundidade média
  • 65 mprofundidade mediana
  • 20,5 mnível estático médio

Como são os poços em Pedro Avelino - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 166 poços em Pedro Avelino - RN. A profundidade média é de 72,2 m e a mediana, 65 m, medida em 166 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Açu. No Censo 2022, 408 dos 2.064 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
166
Profundidade média
72,2 m
Profundidade mediana
65 m
Nível estático médio
20,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Açu
Ante a média do estado
15,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
6.242 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
408 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 166 poços em Pedro Avelino, com profundidade média de 72,2 m (mediana de 65 m, variando de 2,1 m a 366 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Açu, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pedro Avelino é 15,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Pedro Avelino

Poços cadastrados em Pedro Avelino - RN
Poços no cadastro nacional166 poços
Profundidade média72,2 m 166 poços com o dado
Profundidade mediana65 m
Faixa de profundidade2,1 m a 366 m
Nível estático médio20,5 m 112 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,9 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 54% dos registros
Rocha predominanteFormação Açu 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 106 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 105 poços
Poços com teste de vazão166 de 166
Distribuição das profundidades em Pedro Avelino 2,1 m mínimo 65 m mediana 366 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pedro Avelino por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 57 · 34% 50-100 m 84 · 51% 100-150 m 18 · 11% 150-200 m 5 · 3% acima de 200 m 2 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pedro Avelino 1 1930 1 1950 17 1960 2 1970 4 1980 35 1990 105 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pedro Avelino. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 106 · 86% Doméstico/irrigação/animal 11 · 9% Irrigação 3 · 2% Abastecimento urbano 2 · 2% Abastecimento doméstico 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 5 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Açu — 9 poços
  • Formação Jandaíra — 8 poços
  • Grupo Barreiras — 5 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Pedro Avelino

Pedro Avelino tem 6.242 habitantes distribuídos em 952,8 km², o que dá 6,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Câmara, na região intermediária de Natal.

No Censo 2022, 408 dos 2.064 domicílios de Pedro Avelino — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 402 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 680 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pedro Avelino

Com base em 647 poços cadastrados num raio de 30 km de Pedro Avelino - RN, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 120 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 10,6 m³/h), sobre 75 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pedro Avelino se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 647 poços no raio, contra 166 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
22,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 75 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pedro Avelino: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta647 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pedro Avelino costumam descer

  • até 50 m 23%124
  • 50 a 100 m 61%329
  • 100 a 150 m 13%69
  • acima de 150 m 4%20

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Jandaíra 6,2 m³/h 80 m 5138 com teste
Grupo Barreiras 4,0 m³/h 121 m 87 com teste
Grupo Barreira Indiviso 3,8 m³/h 65 m 43 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 3,1 m³/h 50 m 33 com teste
Formação Açu 3,9 m³/h 67 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Formação Jandaíra 7 · Pré-Cambriano Indiviso 3 · Grupo Barreira Indiviso 1
  • 50 a 100 m45 poços Formação Jandaíra 34 · Formação Açu 3 · Grupo Barreiras 3
  • 100 a 150 m11 poços Formação Jandaíra 7 · Grupo Barreiras 4
  • acima de 150 m4 poços Formação Jandaíra 3 · Grupo Barreiras 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pedro Avelino?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pedro Avelino.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.