Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ipanguaçu - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ipanguaçu, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • formação açu
  • 59poços cadastrados
  • 76,9 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 14,6 mnível estático médio

Como são os poços em Ipanguaçu - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 59 poços em Ipanguaçu - RN. A profundidade média é de 76,9 m e a mediana, 70 m, medida em 48 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Açu. No Censo 2022, 850 dos 4.471 domicílios do município — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
59
Profundidade média
76,9 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
14,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Açu
Ante a média do estado
10,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
14.131 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
850 (19%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 59 poços em Ipanguaçu, com profundidade média de 76,9 m (mediana de 70 m, variando de 10 m a 192 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Açu, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ipanguaçu é 10,5 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Ipanguaçu

Poços cadastrados em Ipanguaçu - RN
Poços no cadastro nacional59 poços
Profundidade média76,9 m 48 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade10 m a 192 m
Nível estático médio14,6 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,1 m 20 poços com o dado
Vazão específica média15,5 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 58% dos registros
Rocha predominanteFormação Açu 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 14 poços
Poços com teste de vazão59 de 59
Distribuição das profundidades em Ipanguaçu 10 m mínimo 70 m mediana 192 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 92 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ipanguaçu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 19% 50-100 m 30 · 63% 100-150 m 6 · 13% 150-200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ipanguaçu 14 1970 3 1980 12 1990 14 2000 3 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ipanguaçu. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 16 · 47% Abastecimento doméstico 11 · 32% Abastecimento múltiplo 3 · 9% Abastecimento urbano 2 · 6% Irrigação 1 · 3% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 4 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Açu — 7 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Formação Jandaíra — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Ipanguaçu

Ipanguaçu tem 14.131 habitantes distribuídos em 374,2 km², o que dá 37,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açu, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 850 dos 4.471 domicílios de Ipanguaçu — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 564 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 641 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ipanguaçu

Com base em 697 poços cadastrados num raio de 30 km de Ipanguaçu - RN, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 120 m, com profundidade mediana de 77 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 12,3 m³/h), sobre 124 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ipanguaçu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 697 poços no raio, contra 59 poços dentro do município.

77 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
24,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 124 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ipanguaçu: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta697 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 81peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ipanguaçu costumam descer

  • até 50 m 22%89
  • 50 a 100 m 56%228
  • 100 a 150 m 18%75
  • acima de 150 m 4%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Açu 19,6 m³/h 72 m 4922 com teste
Formação Jandaíra 3,1 m³/h 96 m 3923 com teste
Aluviões 9,4 m³/h 38 m 148 com teste
Corpo Cristalino 0,5 m³/h 54 m 63 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 0,8 m³/h 50 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m37 poços Formação Açu 15 · Aluviões 11 · Pré-Cambriano Indiviso 4
  • 50 a 100 m46 poços Formação Açu 22 · Formação Jandaíra 18 · Corpo Cristalino 3
  • 100 a 150 m23 poços Formação Jandaíra 13 · Formação Açu 8 · Aluviões 2
  • acima de 150 m9 poços Formação Jandaíra 5 · Formação Açu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ipanguaçu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ipanguaçu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.