Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alexandria - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alexandria, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 142poços cadastrados
  • 51,5 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 2,1 mnível estático médio

Como são os poços em Alexandria - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 142 poços em Alexandria - RN. A profundidade média é de 51,5 m e a mediana, 50 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 754 dos 4.841 domicílios do município — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
142
Profundidade média
51,5 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
2,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
35,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
13.640 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
754 (15,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 142 poços em Alexandria, com profundidade média de 51,5 m (mediana de 50 m, variando de 31,6 m a 77 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alexandria é 35,9 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Alexandria

Poços cadastrados em Alexandria - RN
Poços no cadastro nacional142 poços
Profundidade média51,5 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade31,6 m a 77 m
Nível estático médio2,1 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,5 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão142 de 142
Distribuição das profundidades em Alexandria 31,6 m mínimo 50 m mediana 77 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 52,4 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alexandria por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 21 · 62% 50-100 m 13 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alexandria 2 1970 1 1980 11 1990 20 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alexandria. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 24 · 92% Pecuária 1 · 4% Abastecimento doméstico 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Alexandria

Alexandria tem 13.640 habitantes distribuídos em 381,2 km², o que dá 35,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pau dos Ferros, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 754 dos 4.841 domicílios de Alexandria — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 585 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.268 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alexandria

Com base em 436 poços cadastrados num raio de 30 km de Alexandria - RN, 80% deles foram concluídos entre 9 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,7 m³/h (metade dos poços entre 0,9 m³/h e 3,0 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alexandria se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 436 poços no raio, contra 142 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,7 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
15,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alexandria: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra alta436 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 6peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alexandria costumam descer

  • até 50 m 76%185
  • 50 a 100 m 23%57
  • 100 a 150 m 0%1
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,2 m³/h 50 m 2110 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,5 m³/h 50 m 2111 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Corpo Cristalino 16 · Pré-Cambriano Indiviso 15 · Grupo Apodi 2
  • 50 a 100 m11 poços Pré-Cambriano Indiviso 6 · Corpo Cristalino 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alexandria?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alexandria.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.