Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Porto do Mangue - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Porto do Mangue, Rio Grande do Norte.

  • aquífero carstico
  • formação jandaíra
  • 34poços cadastrados
  • 71,3 mprofundidade média
  • 9,9 mprofundidade mediana
  • 25,5 mnível estático médio

Como são os poços em Porto do Mangue - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Porto do Mangue - RN. A profundidade média é de 71,3 m e a mediana, 9,9 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Jandaíra. No Censo 2022, 483 dos 1.737 domicílios do município — 27,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
71,3 m
Profundidade mediana
9,9 m
Nível estático médio
25,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Jandaíra
Ante a média do estado
16,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
5.228 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
483 (27,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Porto do Mangue, com profundidade média de 71,3 m (mediana de 9,9 m, variando de 6 m a 220 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Jandaíra, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Porto do Mangue é 16,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Porto do Mangue

Poços cadastrados em Porto do Mangue - RN
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média71,3 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana9,9 m
Faixa de profundidade6 m a 220 m
Nível estático médio25,5 m 13 poços com o dado
Aquífero predominanteCarstico 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Jandaíra 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 22 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Porto do Mangue 6 m mínimo 9,9 m mediana 220 m máximo
Metade dos poços fica entre 8,2 m e 136 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Porto do Mangue por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 15 · 54% 50-100 m 3 · 11% 100-150 m 6 · 21% 150-200 m 2 · 7% acima de 200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Porto do Mangue 2 1990 22 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Porto do Mangue. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 67% Abastecimento doméstico/animal 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 2 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Jandaíra — 2 poços
  • Grupo Barreiras — 2 poços

O território e o subsolo de Porto do Mangue

Porto do Mangue tem 5.228 habitantes distribuídos em 361,2 km², o que dá 14,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açu, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 483 dos 1.737 domicílios de Porto do Mangue — 27,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 454 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 883 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Porto do Mangue

Com base em 226 poços cadastrados num raio de 30 km de Porto do Mangue - RN, 80% deles foram concluídos entre 13 m e 845 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 6,7 m³/h), sobre 50 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Porto do Mangue se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 226 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
8,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 50 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Porto do Mangue: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta226 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Porto do Mangue costumam descer

  • até 50 m 47%86
  • 50 a 100 m 18%32
  • 100 a 150 m 14%26
  • acima de 150 m 21%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Jandaíra 2,7 m³/h 90 m 3017 com teste
Grupo Barreiras 4,2 m³/h 136 m 63 com teste
Grupo Barreira Indiviso 3,8 m³/h 519 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Formação Jandaíra 12 · Grupo Barreiras 1 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 50 a 100 m9 poços Formação Jandaíra 6 · Grupo Barreiras 1 · Grupo Barreira Indiviso 1
  • 100 a 150 m12 poços Formação Jandaíra 9 · Grupo Barreiras 3
  • acima de 150 m7 poços Formação Jandaíra 3 · Grupo Barreira Indiviso 2 · Grupo Barreiras 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Porto do Mangue?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Porto do Mangue.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.