Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Miguel Leão - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Miguel Leão, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação pedra de fogo
  • 30poços cadastrados
  • 91 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 26,7 mnível estático médio

Como são os poços em Miguel Leão - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Miguel Leão - PI. A profundidade média é de 91 m e a mediana, 90 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Pedra de Fogo. No Censo 2022, 136 dos 406 domicílios do município — 33,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
91 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
26,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Pedra de Fogo
Ante a média do estado
15,4 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
1.318 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
136 (33,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Miguel Leão, com profundidade média de 91 m (mediana de 90 m, variando de 60 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pedra de Fogo, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Miguel Leão é 15,4 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Miguel Leão

Poços cadastrados em Miguel Leão - PI
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média91 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade60 m a 140 m
Nível estático médio26,7 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,1 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Pedra de Fogo 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 7 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Miguel Leão 60 m mínimo 90 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Miguel Leão por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 16 · 76% 100-150 m 5 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Miguel Leão 1 1980 1 1990 7 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Miguel Leão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 11 · 69% Irrigação 3 · 19% Abastecimento industrial 1 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Pedra de Fogo — 1 poço

O território e o subsolo de Miguel Leão

Miguel Leão tem 1.318 habitantes distribuídos em 93,4 km², o que dá 14,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amarante - Água Branca - Regeneração, na região intermediária de Teresina.

No Censo 2022, 136 dos 406 domicílios de Miguel Leão — 33,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 135 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 137 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Miguel Leão

Com base em 591 poços cadastrados num raio de 30 km de Miguel Leão - PI, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 180 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 9,5 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 171 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Miguel Leão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 591 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
9,5 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
20,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 171 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Miguel Leão: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta591 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 76peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Miguel Leão costumam descer

  • até 50 m 7%31
  • 50 a 100 m 40%179
  • 100 a 150 m 35%156
  • acima de 150 m 18%81

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Piauí 10,0 m³/h 100 m 3430 com teste
Formação Pedra de Fogo 7,8 m³/h 90 m 1512 com teste
Formação Motuca 17,7 m³/h 81 m 129 com teste
Formação Pastos Bons, Grupo Mearim 9,0 m³/h 139 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Pedra de Fogo 3 · Formação Motuca 1 · Formação Piauí 1
  • 50 a 100 m35 poços Formação Piauí 19 · Formação Motuca 7 · Formação Pedra de Fogo 5
  • 100 a 150 m26 poços Formação Piauí 12 · Formação Motuca 4 · Formação Pedra de Fogo 4
  • acima de 150 m9 poços Formação Pedra de Fogo 3 · Formação Pastos Bons, Grupo Mearim 2 · Formação Piauí 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Miguel Leão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Miguel Leão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.