Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Miguel Alves - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Miguel Alves, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação poti
  • 328poços cadastrados
  • 88,8 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 11,1 mnível estático médio

Como são os poços em Miguel Alves - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 328 poços em Miguel Alves - PI. A profundidade média é de 88,8 m e a mediana, 100 m, medida em 256 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Poti. No Censo 2022, 4.090 dos 9.272 domicílios do município — 44,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
328
Profundidade média
88,8 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
11,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Poti
Ante a média do estado
17,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
32.150 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.090 (44,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 328 poços em Miguel Alves, com profundidade média de 88,8 m (mediana de 100 m, variando de 14 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Poti, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Miguel Alves é 17,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Miguel Alves

Poços cadastrados em Miguel Alves - PI
Poços no cadastro nacional328 poços
Profundidade média88,8 m 256 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade14 m a 300 m
Nível estático médio11,1 m 216 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,2 m 95 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 88 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Poti 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 80 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 63 poços
Poços com teste de vazão328 de 328
Distribuição das profundidades em Miguel Alves 14 m mínimo 100 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Miguel Alves por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 28 · 11% 50-100 m 177 · 69% 100-150 m 48 · 19% 150-200 m 1 acima de 200 m 2 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Miguel Alves 1 1960 7 1970 63 1980 52 1990 26 2000 46 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Miguel Alves. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 80 · 50% Abastecimento doméstico 56 · 35% Abastecimento urbano 11 · 7% Irrigação 6 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 2% Doméstico/irrigação/animal 4 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 66 poços
  • Fissural — 33 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Poti — 131 poços
  • Formação Piauí — 31 poços

O território e o subsolo de Miguel Alves

Miguel Alves tem 32.150 habitantes distribuídos em 1.392,1 km², o que dá 23,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Teresina.

No Censo 2022, 4.090 dos 9.272 domicílios de Miguel Alves — 44,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.183 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.876 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Miguel Alves

Com base em 714 poços cadastrados num raio de 30 km de Miguel Alves - PI, 80% deles foram concluídos entre 47 m e 120 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 189 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Miguel Alves se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 714 poços no raio, contra 328 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
25,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 189 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Miguel Alves: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta714 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Miguel Alves costumam descer

  • até 50 m 17%96
  • 50 a 100 m 63%359
  • 100 a 150 m 18%103
  • acima de 150 m 2%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Poti 10,0 m³/h 94 m 13337 com teste
Formação Piauí 8,0 m³/h 60 m 5538 com teste
Formação Itapecuru sem teste 100 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m34 poços Formação Poti 20 · Formação Piauí 14
  • 50 a 100 m125 poços Formação Poti 88 · Formação Piauí 34 · Formação Itapecuru 2
  • 100 a 150 m34 poços Formação Poti 25 · Formação Piauí 7 · Formação Itapecuru 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Miguel Alves?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Miguel Alves.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.