Piauí · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Belém do Piauí - PI: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Belém do Piauí, Piauí.
- aquífero poroso
- corpo cristalino
- 71poços cadastrados
- 91,5 mprofundidade média
- 96 mprofundidade mediana
- 22,3 mnível estático médio
Como são os poços em Belém do Piauí - PI?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 71 poços em Belém do Piauí - PI. A profundidade média é de 91,5 m e a mediana, 96 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 154 dos 1.131 domicílios do município — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 71
- Profundidade média
- 91,5 m
- Profundidade mediana
- 96 m
- Nível estático médio
- 22,3 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Corpo Cristalino
- Ante a média do estado
- 14,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
- População (Censo 2022)
- 3.423 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 154 (13,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 71 poços em Belém do Piauí, com profundidade média de 91,5 m (mediana de 96 m, variando de 12 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 75% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Belém do Piauí é 14,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).
Números do cadastro em Belém do Piauí
| Poços no cadastro nacional | 71 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 91,5 m 54 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 96 m |
| Faixa de profundidade | 12 m a 150 m |
| Nível estático médio | 22,3 m 17 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 63,5 m 12 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,1 m³/h por metro 11 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Corpo Cristalino 75% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 19 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 23 poços |
| Poços com teste de vazão | 71 de 71 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Corpo Cristalino — 6 poços
- Grupo Serra Grande — 1 poço
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
O território e o subsolo de Belém do Piauí
Belém do Piauí tem 3.423 habitantes distribuídos em 243,2 km², o que dá 14,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.
No Censo 2022, 154 dos 1.131 domicílios de Belém do Piauí — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 154 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 406 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Belém do Piauí
Com base em 821 poços cadastrados num raio de 30 km de Belém do Piauí - PI, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 205 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 2,6 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 4,9 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Belém do Piauí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 821 poços no raio, contra 71 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Belém do Piauí: 39/100
Confiança: amostra alta821 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 14peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Belém do Piauí costumam descer
- até 50 m 10%50
- 50 a 100 m 48%251
- 100 a 150 m 24%127
- acima de 150 m 18%96
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Serra Grande | 2,5 m³/h | 140 m | 12162 com teste |
| Corpo Cristalino | sem teste | — | 4 |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m7 poços Grupo Serra Grande 7
- 50 a 100 m27 poços Grupo Serra Grande 26 · Pré-Cambriano Indiviso 1
- 100 a 150 m46 poços Grupo Serra Grande 46
- acima de 150 m42 poços Grupo Serra Grande 42
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Belém do Piauí?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Belém do Piauí.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Belém do Piauí
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.