Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guadalupe - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guadalupe, Piauí.

  • aquífero fissural
  • formação piauí
  • 56poços cadastrados
  • 91,9 mprofundidade média
  • 89 mprofundidade mediana
  • 22 mnível estático médio

Como são os poços em Guadalupe - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 56 poços em Guadalupe - PI. A profundidade média é de 91,9 m e a mediana, 89 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Piauí. No Censo 2022, 226 dos 3.336 domicílios do município — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
56
Profundidade média
91,9 m
Profundidade mediana
89 m
Nível estático médio
22 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Piauí
Ante a média do estado
14,5 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
10.270 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
226 (6,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 56 poços em Guadalupe, com profundidade média de 91,9 m (mediana de 89 m, variando de 34 m a 237 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piauí, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guadalupe é 14,5 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Guadalupe

Poços cadastrados em Guadalupe - PI
Poços no cadastro nacional56 poços
Profundidade média91,9 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana89 m
Faixa de profundidade34 m a 237 m
Nível estático médio22 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Piauí 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 10 poços
Poços com teste de vazão56 de 56
Distribuição das profundidades em Guadalupe 34 m mínimo 89 m mediana 237 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 105 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guadalupe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 8% 50-100 m 16 · 67% 100-150 m 5 · 21% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guadalupe 10 1980 3 1990 10 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guadalupe. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 56% Abastecimento industrial 7 · 21% Abastecimento doméstico/animal 3 · 9% Irrigação 3 · 9% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 3% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piauí — 1 poço

O território e o subsolo de Guadalupe

Guadalupe tem 10.270 habitantes distribuídos em 1.026,5 km², o que dá 10,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Floriano.

No Censo 2022, 226 dos 3.336 domicílios de Guadalupe — 6,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 154 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 231 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Guadalupe, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guadalupe

Com base em 121 poços cadastrados num raio de 30 km de Guadalupe - PI, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 154 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guadalupe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 121 poços no raio, contra 56 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
4,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guadalupe: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra média121 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guadalupe costumam descer

  • até 50 m 3%2
  • 50 a 100 m 59%41
  • 100 a 150 m 28%19
  • acima de 150 m 10%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guadalupe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guadalupe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.