Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Milton Brandão - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Milton Brandão, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 120poços cadastrados
  • 71,5 mprofundidade média
  • 65 mprofundidade mediana
  • 12,3 mnível estático médio

Como são os poços em Milton Brandão - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 120 poços em Milton Brandão - PI. A profundidade média é de 71,5 m e a mediana, 65 m, medida em 98 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 725 dos 2.138 domicílios do município — 33,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
120
Profundidade média
71,5 m
Profundidade mediana
65 m
Nível estático médio
12,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
34,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.542 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
725 (33,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 120 poços em Milton Brandão, com profundidade média de 71,5 m (mediana de 65 m, variando de 16 m a 170 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Milton Brandão é 34,9 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Milton Brandão

Poços cadastrados em Milton Brandão - PI
Poços no cadastro nacional120 poços
Profundidade média71,5 m 98 poços com o dado
Profundidade mediana65 m
Faixa de profundidade16 m a 170 m
Nível estático médio12,3 m 53 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,5 m 14 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 64 poços
Poços com teste de vazão120 de 120
Distribuição das profundidades em Milton Brandão 16 m mínimo 65 m mediana 170 m máximo
Metade dos poços fica entre 45 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Milton Brandão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 35 · 36% 50-100 m 46 · 47% 100-150 m 16 · 16% 150-200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Milton Brandão 8 1980 19 1990 64 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Milton Brandão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 59% Abastecimento doméstico/animal 15 · 25% Irrigação 4 · 7% Doméstico/irrigação/animal 3 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 2% Abastecimento urbano 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 2 poços
  • Grupo Serra Grande — 1 poço

O território e o subsolo de Milton Brandão

Milton Brandão tem 6.542 habitantes distribuídos em 1.309,1 km², o que dá 5,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Piripiri, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 725 dos 2.138 domicílios de Milton Brandão — 33,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 716 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 650 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Milton Brandão

Com base em 483 poços cadastrados num raio de 30 km de Milton Brandão - PI, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 132 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Milton Brandão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 483 poços no raio, contra 120 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
17,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Milton Brandão: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta483 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 68peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Milton Brandão costumam descer

  • até 50 m 33%126
  • 50 a 100 m 45%174
  • 100 a 150 m 17%64
  • acima de 150 m 5%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 4,5 m³/h 69 m 7022 com teste
Grupo Serra Grande 9,6 m³/h 88 m 104 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Formação Cabeças 20 · Grupo Serra Grande 4
  • 50 a 100 m43 poços Formação Cabeças 36 · Grupo Serra Grande 6 · Formação Piauí 1
  • 100 a 150 m10 poços Formação Cabeças 10
  • acima de 150 m4 poços Formação Cabeças 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Milton Brandão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Milton Brandão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.