Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibimirim - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibimirim, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • formação inajá
  • 990poços cadastrados
  • 126,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 21,7 mnível estático médio

Como são os poços em Ibimirim - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 990 poços em Ibimirim - PE. A profundidade média é de 126,2 m e a mediana, 100 m, medida em 461 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Inajá. No Censo 2022, 2.322 dos 8.861 domicílios do município — 26,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
990
Profundidade média
126,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
21,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Inajá
Ante a média do estado
58,7 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
26.593 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.322 (26,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 990 poços em Ibimirim, com profundidade média de 126,2 m (mediana de 100 m, variando de 2 m a 2.861 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Inajá, presente em 70% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibimirim é 58,7 m mais fundo que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Ibimirim

Poços cadastrados em Ibimirim - PE
Poços no cadastro nacional990 poços
Profundidade média126,2 m 461 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade2 m a 2.861 m
Nível estático médio21,7 m 182 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,9 m 100 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 94 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Inajá 70% dos registros
Uso mais comumIrrigação 129 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 232 poços
Poços com teste de vazão990 de 990
Distribuição das profundidades em Ibimirim 2 m mínimo 100 m mediana 2.861 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 153 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibimirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 114 · 25% 50-100 m 119 · 26% 100-150 m 110 · 24% 150-200 m 63 · 14% acima de 200 m 55 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibimirim 1 1940 3 1950 20 1960 44 1970 51 1980 66 1990 232 2000 2 2010 36 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibimirim. Valores em poços. Irrigação 129 · 30% Abastecimento urbano 101 · 23% Doméstico/irrigação/animal 80 · 18% Abastecimento doméstico/animal 62 · 14% Pecuária 46 · 11% Abastecimento múltiplo 17 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 101 poços
  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Inajá — 80 poços
  • Corpo Cristalino — 10 poços
  • Formação Tacaratu — 10 poços
  • Formação Aliança — 9 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Formação Marizal — 2 poços

O território e o subsolo de Ibimirim

Ibimirim tem 26.593 habitantes distribuídos em 1.882,5 km², o que dá 14,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Arcoverde, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 2.322 dos 8.861 domicílios de Ibimirim — 26,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.110 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.668 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibimirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibimirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.