Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ingazeira - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ingazeira, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 117poços cadastrados
  • 31,5 mprofundidade média
  • 36 mprofundidade mediana
  • 4,7 mnível estático médio

Como são os poços em Ingazeira - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 117 poços em Ingazeira - PE. A profundidade média é de 31,5 m e a mediana, 36 m, medida em 111 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 604 dos 1.692 domicílios do município — 35,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
117
Profundidade média
31,5 m
Profundidade mediana
36 m
Nível estático médio
4,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
36 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
4.765 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
604 (35,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 117 poços em Ingazeira, com profundidade média de 31,5 m (mediana de 36 m, variando de 1 m a 72 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ingazeira é 36 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Ingazeira

Poços cadastrados em Ingazeira - PE
Poços no cadastro nacional117 poços
Profundidade média31,5 m 111 poços com o dado
Profundidade mediana36 m
Faixa de profundidade1 m a 72 m
Nível estático médio4,7 m 55 poços com o dado
Nível dinâmico médio19,4 m 32 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 31 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 56% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 41 poços
Poços com teste de vazão117 de 117
Distribuição das profundidades em Ingazeira 1 m mínimo 36 m mediana 72 m máximo
Metade dos poços fica entre 7,3 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ingazeira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 96 · 86% 50-100 m 15 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ingazeira 1 1950 2 1960 15 1970 41 1980 19 1990 17 2000 9 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ingazeira. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 39% Abastecimento doméstico/animal 31 · 34% Irrigação 17 · 19% Doméstico/irrigação/animal 3 · 3% Abastecimento industrial 2 · 2% Pecuária 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços
  • Poroso — 27 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 28 poços
  • Aluviões — 28 poços
  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços
  • Complexo Sertânia — 1 poço

O território e o subsolo de Ingazeira

Ingazeira tem 4.765 habitantes distribuídos em 243,6 km², o que dá 19,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Afogados da Ingazeira, na região intermediária de Serra Talhada.

No Censo 2022, 604 dos 1.692 domicílios de Ingazeira — 35,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 565 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 769 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ingazeira

Com base em 1.908 poços cadastrados num raio de 30 km de Ingazeira - PE, 80% deles foram concluídos entre 4 m e 59 m, com profundidade mediana de 42 m. A vazão mediana calculada é de 1,5 m³/h (metade dos poços entre 0,7 m³/h e 3,5 m³/h), sobre 458 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ingazeira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.908 poços no raio, contra 117 poços dentro do município.

42 mprofundidade mediana
1,5 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
67,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 458 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ingazeira: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta1.908 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 4peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 17peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 95peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ingazeira costumam descer

  • até 50 m 84%1.202
  • 50 a 100 m 16%227
  • 100 a 150 m 0%2
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões sem teste 4 m 224
Pré-Cambriano Indiviso 1,7 m³/h 42 m 219113 com teste
Corpo Cristalino 1,4 m³/h 50 m 8465 com teste
Formação Tacaratu 2,6 m³/h 66 m 41 com teste
Complexo Irajaí 3,0 m³/h 24 m 43 com teste
Complexo Sertânia sem teste 46 m 3
Complexo Granito-Gnáissico 2,3 m³/h 40 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m494 poços Aluviões 224 · Pré-Cambriano Indiviso 191 · Corpo Cristalino 70
  • 50 a 100 m47 poços Pré-Cambriano Indiviso 28 · Corpo Cristalino 12 · Formação Tacaratu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ingazeira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ingazeira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.