Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Rita - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Rita, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 153poços cadastrados
  • 87,5 mprofundidade média
  • 72 mprofundidade mediana
  • 22,1 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Rita - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 153 poços em Santa Rita - PB. A profundidade média é de 87,5 m e a mediana, 72 m, medida em 143 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 6.438 dos 49.517 domicílios do município — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
153
Profundidade média
87,5 m
Profundidade mediana
72 m
Nível estático médio
22,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
41,1 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
149.910 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.438 (13%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 153 poços em Santa Rita, com profundidade média de 87,5 m (mediana de 72 m, variando de 6 m a 343 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 69% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Rita é 41,1 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Santa Rita

Poços cadastrados em Santa Rita - PB
Poços no cadastro nacional153 poços
Profundidade média87,5 m 143 poços com o dado
Profundidade mediana72 m
Faixa de profundidade6 m a 343 m
Nível estático médio22,1 m 83 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,2 m 47 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 47 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 91% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 69% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 75 poços
Poços com teste de vazão153 de 153
Distribuição das profundidades em Santa Rita 6 m mínimo 72 m mediana 343 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 116 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Rita por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 49 · 34% 50-100 m 48 · 34% 100-150 m 28 · 20% 150-200 m 9 · 6% acima de 200 m 9 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Rita 2 1950 20 1960 28 1970 9 1980 5 1990 75 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Rita. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 10 · 91% Abastecimento doméstico/animal 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 9 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços
  • Dunas — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Rita

Santa Rita tem 149.910 habitantes distribuídos em 718,6 km², o que dá 208,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 6.438 dos 49.517 domicílios de Santa Rita — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.662 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.742 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Rita

Com base em 1.055 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Rita - PB, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 192 m, com profundidade mediana de 65 m. A vazão mediana calculada é de 15,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 36,0 m³/h), sobre 357 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Rita se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.055 poços no raio, contra 153 poços dentro do município.

65 mprofundidade mediana
15,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
37,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 357 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Rita: 75/100

75 de 100

Confiança: amostra alta1.055 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 76peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Rita costumam descer

  • até 50 m 42%384
  • 50 a 100 m 25%226
  • 100 a 150 m 19%172
  • acima de 150 m 15%134

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 12,0 m³/h 110 m 3321 com teste
Formação Beberibe 40,4 m³/h 302 m 1414 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 49,7 m³/h 266 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Grupo Barreiras 8 · Aluviões 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m9 poços Grupo Barreiras 8 · Corpo Cristalino 1
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Barreiras 8 · Formação Beberibe 2 · Dunas 2
  • acima de 150 m24 poços Formação Beberibe 12 · Grupo Barreiras 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Rita?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Rita.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.