Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Inês - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Inês, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 24poços cadastrados
  • 39,4 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 3 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Inês - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Santa Inês - PB. A profundidade média é de 39,4 m e a mediana, 45 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 380 dos 1.057 domicílios do município — 35,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
39,4 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
7 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
3.227 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
380 (35,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Santa Inês, com profundidade média de 39,4 m (mediana de 45 m, variando de 4,7 m a 55 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Inês é 7 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Santa Inês

Poços cadastrados em Santa Inês - PB
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média39,4 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade4,7 m a 55 m
Nível estático médio3 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio5,5 m 2 poços com o dado
Vazão específica média4,7 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Santa Inês 4,7 m mínimo 45 m mediana 55 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Inês por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 89% 50-100 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Inês 2 1960 3 1970 3 1980 7 1990 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Inês. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 5 · 42% Abastecimento múltiplo 3 · 25% Abastecimento doméstico 2 · 17% Abastecimento urbano 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Inês

Santa Inês tem 3.227 habitantes distribuídos em 327,6 km², o que dá 9,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaporanga, na região intermediária de Patos.

No Censo 2022, 380 dos 1.057 domicílios de Santa Inês — 35,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 355 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 555 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Inês

Com base em 458 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Inês - PB, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 120 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 9,7 m³/h), sobre 153 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Inês se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 458 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
16,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 153 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Inês: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta458 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Inês costumam descer

  • até 50 m 61%220
  • 50 a 100 m 27%97
  • 100 a 150 m 10%35
  • acima de 150 m 3%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 3,1 m³/h 50 m 148 com teste
Formação Mauriti 15,1 m³/h 95 m 87 com teste
Formação Missão Velha 10,4 m³/h 80 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Corpo Cristalino 8 · Pré-Cambriano Indiviso 1 · Grupo Barreiras 1
  • 50 a 100 m15 poços Corpo Cristalino 6 · Formação Mauriti 5 · Formação Missão Velha 3
  • 100 a 150 m5 poços Formação Mauriti 3 · Formação Missão Velha 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Inês?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Inês.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.