Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Conde - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Conde, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • formação beberibe
  • 109poços cadastrados
  • 72,8 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 20 mnível estático médio

Como são os poços em Conde - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 109 poços em Conde - PB. A profundidade média é de 72,8 m e a mediana, 60 m, medida em 104 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 4.040 dos 8.966 domicílios do município — 45,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
109
Profundidade média
72,8 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
20 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Beberibe
Ante a média do estado
26,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
27.605 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.040 (45,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 109 poços em Conde, com profundidade média de 72,8 m (mediana de 60 m, variando de 5 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Conde é 26,4 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Conde

Poços cadastrados em Conde - PB
Poços no cadastro nacional109 poços
Profundidade média72,8 m 104 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade5 m a 240 m
Nível estático médio20 m 88 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,8 m 30 poços com o dado
Vazão específica média3,3 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Beberibe 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 55 poços
Poços com teste de vazão109 de 109
Distribuição das profundidades em Conde 5 m mínimo 60 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Conde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 45 · 43% 50-100 m 32 · 31% 100-150 m 19 · 18% 150-200 m 7 · 7% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Conde 11 1970 20 1980 17 1990 55 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Conde. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 4 · 57% Abastecimento urbano 1 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 14% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Beberibe — 1 poço

O território e o subsolo de Conde

Conde tem 27.605 habitantes distribuídos em 171,3 km², o que dá 161,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 4.040 dos 8.966 domicílios de Conde — 45,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.821 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.610 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Conde

Com base em 1.011 poços cadastrados num raio de 30 km de Conde - PB, 80% deles foram concluídos entre 19 m e 206 m, com profundidade mediana de 74 m. A vazão mediana calculada é de 14,4 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 35,0 m³/h), sobre 379 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Conde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.011 poços no raio, contra 109 poços dentro do município.

74 mprofundidade mediana
14,4 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
35,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 379 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Conde: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta1.011 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Conde costumam descer

  • até 50 m 38%325
  • 50 a 100 m 24%207
  • 100 a 150 m 21%182
  • acima de 150 m 17%142

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 13,9 m³/h 113 m 2819 com teste
Formação Beberibe 31,1 m³/h 294 m 1614 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 49,7 m³/h 266 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Barreiras 5 · Formação Beberibe 2 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m7 poços Grupo Barreiras 6 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Barreiras 8 · Formação Beberibe 4
  • acima de 150 m22 poços Formação Beberibe 10 · Grupo Barreiras 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Conde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Conde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.