Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alhandra - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alhandra, Paraíba.

  • aquífero poroso
  • formação beberibe
  • 52poços cadastrados
  • 85,9 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 28,8 mnível estático médio

Como são os poços em Alhandra - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Alhandra - PB. A profundidade média é de 85,9 m e a mediana, 84 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Beberibe. No Censo 2022, 950 dos 7.140 domicílios do município — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
85,9 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
28,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Beberibe
Ante a média do estado
39,5 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
21.730 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
950 (13,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Alhandra, com profundidade média de 85,9 m (mediana de 84 m, variando de 8 m a 244 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Beberibe, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alhandra é 39,5 m mais fundo que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Alhandra

Poços cadastrados em Alhandra - PB
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média85,9 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade8 m a 244 m
Nível estático médio28,8 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,2 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Beberibe 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 20 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Alhandra 8 m mínimo 84 m mediana 244 m máximo
Metade dos poços fica entre 36 m e 107 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alhandra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 32% 50-100 m 14 · 38% 100-150 m 7 · 19% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 3 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alhandra 4 1960 9 1970 1 1980 3 1990 20 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alhandra. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 7 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Beberibe — 2 poços

O território e o subsolo de Alhandra

Alhandra tem 21.730 habitantes distribuídos em 184,0 km², o que dá 118,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de João Pessoa.

No Censo 2022, 950 dos 7.140 domicílios de Alhandra — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 635 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 911 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alhandra

Com base em 850 poços cadastrados num raio de 30 km de Alhandra - PB, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 220 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 14,2 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 31,9 m³/h), sobre 310 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alhandra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 850 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
14,2 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
30,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 310 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alhandra: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta850 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alhandra costumam descer

  • até 50 m 32%212
  • 50 a 100 m 26%177
  • 100 a 150 m 21%140
  • acima de 150 m 21%140

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 29,5 m³/h 116 m 2515 com teste
Formação Beberibe 19,2 m³/h 150 m 1513 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 26,0 m³/h 155 m 64 com teste
Corpo Cristalino 1,6 m³/h 30 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Grupo Barreiras 3 · Formação Beberibe 3 · Corpo Cristalino 2
  • 50 a 100 m11 poços Grupo Barreiras 6 · Formação Beberibe 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m10 poços Grupo Barreiras 7 · Formação Beberibe 3
  • acima de 150 m19 poços Grupo Barreiras 9 · Formação Beberibe 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alhandra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alhandra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.